segunda-feira, 16 de julho de 2012

Eternos alunos - João Calvino

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"Todos devemos ser alunos das Sagradas Escrituras até ao fim, e igualmente aqueles designados para proclamar a Palavra. Se subimos ao púlpito, é sob esta condição: que aprendamos enquanto ensinamos aos outros. Não estou falando aqui apenas para que me ouçam, mas eu também, de minha parte, devo ser um aluno de Deus, e a palavra que sai de meus lábios deve ser benéfica para mim mesmo, do contrário, ai de mim! Os mais habilidosos com as Escrituras são tolos, a menos que reconheçam que precisam de Deus como seu professor todos os dias de sua vida."

João Calvino - Art of John Calvin's Expository - publicado com o título: Arte Expositiva de Joao Calvino - Editora Fiel
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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Adoração - J.C.Ryle

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1816 - 1900

A adoração do cristão deve ser dirigida a Deus pela mediação de Cristo, somente.

"Está escrito com clareza: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim [Cristo]” (Jo 14.6). Está dito a respeito dos cristãos que eles são pessoas que “se chegam a Deus” por meio de Cristo (Hb 7.25). O Ser todo-poderoso com quem temos de nos relacionar é um Deus de amor, bondade, misericórdia e compaixão infinitos. “Deus é amor”, mas também é verdade que Ele é um Ser de justiça, santidade e pureza infinitas, um Ser que tem ódio infinito para com o pecado e não pode tolerar o que é mau. Ele é o mesmo Deus que expulsou os anjos do céu, destruiu o mundo com um dilúvio e queimou totalmente Sodoma e Gomorra. Aquele que presume negligentemente que pode se aproximar de Deus sem a expiação e o Mediador que Deus designou, descobrirá que sua adoração é vã. “O nosso Deus é fogo consumidor” (Hb 12.29)."

J.C.Ryle - Adoração, Prioridade, Princípios e Prática - Editora Fiel


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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Pecado, Pecadores e Arrependimento - John Gill

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"...Os sujeitos do arrependimento são os pecadores, e somente eles. Adão, em seu estado de inocência, não tinha necessidade de arrependimento. Como não pecava, não havia pecado do qual ele tinha de se arrepender. Aqueles que, em suas considerações, imaginam-se perfeitamente justos e sem pecado não têm necessidade de arrependimento. Por isso, Cristo disse: “Não vim chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento” (Mt 9.13).

(a) Todos os homens são pecadores; todos descendem de Adão por geração natural. Toda a posteridade de Adão estava nele; e, representados por ele quando pecou, todos pecaram nele. O pecado de Adão lhes foi imputado e possuem uma natureza corrupta que legaram dele. Por isso, são transgressores desde o ventre e culpados de pecados e transgressões atuais. Assim, todos necessitam de arrependimento, incluindo aqueles que se acham justos e desprezam os outros como menos santos do que eles mesmos. Esses acham que não necessitam de arrependimento, mas isso não é verdade. E não somente eles, mas também aqueles que estão no melhor senso de seu pecado precisam do arrependimento diário, visto que pecam continuamente em tudo que fazem.

(b) Os homens de todos os povos, judeus e gentios, são os sujeitos do arrependimento. Todos estão debaixo do pecado, sob o seu poder, envolvidos em sua culpa e sujeitos à sua punição. Deus ordena que “todos, em toda parte, se arrependam” (At 17.30). Durante o tempo em que João Batista e nosso Senhor estiveram na terra, a doutrina do arrependimento foi pregada somente aos judeus. Mas depois da ressurreição de Cristo, Ele instruiu seus apóstolos e ordenou que “em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém” (Lc 24.47). Em conseqüência disso, os apóstolos exortaram primeiramente os judeus e, depois, os gentios a se arrependerem. E, de modo específico, o apóstolo Paulo testificou “tanto a judeus como a gregos o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo” (At 20.21).

(c) Os homens são os sujeitos do arrependimento somente nesta vida. Quando esta vida terminar, acabar-se a dispensação do evangelho e Cristo vier pela segunda vez, a porta do arrependimento e da fé se fechará. Não haverá mais lugar para o arrependimento, nem meio de arrependimento, nem sujeitos capazes de realizá-lo. Quanto aos santos no céu, eles não precisam de arrependimento. Quanto aos ímpios no inferno, eles estão em desespero total e são incapazes de se arrependerem para a vida... Embora haja choro e ranger de dentes ali, não há arrependimento. Por isso, o rico que estava no inferno desejou que Lázaro fosse enviado a seus irmãos vivos, esperando que, por meio da ida de um dentre os mortos, para alertá-los sobre o lugar. Ele sabia que seus parentes nunca se arrependeriam ali, se não o fizessem na vida presente, antes de irem para aquele lugar. Portanto, o arrependimento não dever ser procrastinado."

John Gill - A Complete Body of Doctrinal Divinity Deduced from Sacred Scripture, reimpresso por The Baptist Standard Bearer.

Traduzido por: Wellington Ferreira
Copyright© Editora FIEL 2009.
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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Oração - João Calvino

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"Seja esta, pois, a primeira lei de correta e apropriadamente a regular a oração: que estejamos preparados com tal disposição de mente e coração, como convém àqueles que entram em conversação com Deus. Com efeito, isso conseguiremos quanto à mente, se desembaraçada de cuidados e cogitações carnais, pelos quais ela possa ser afastada ou detraída da reta e pura contemplação de Deus, não apenas se devote toda à oração, mas também, até onde puder agir assim, seja elevada e projetada acima de si própria."

João Calvino - Institues of Christian religionAs Institutas ou Tratado da Religião Cristã - Vol.3 - Edição Clássica
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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Um guia seguro para o céu - Joseph Alleine

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A vida e a prática

"O novo homem segue um novo curso (Efésios 2:2-3). Sua conversão é celestial (Filipenses 3:20). Mal Cristo o chama, através de Sua graça eficaz, imediatamente ele se torna um seguidor. Após lhe dar um novo coração e escrever Sua lei em sua mente, daí em diante o homem anda nos Seus caminhos e guarda os Seus mandamentos.

Embora o pecado possa habitar nele - um hóspede verdadeiramente enfadonho e indesejável - já não tem domínio sobre ele. Tem agora os frutos da santidade e ainda que cometa muitos erros, a lei e a vida de Jesus são os seus padrões e nutrem nele um sincero respeito por todos os mandamentos de Deus. Ele se sensibiliza ante os mínimos pecados e os menores deveres..."

Joseph Alleine - An alarme to the unconverted (publicado com o título "Um guia seguro para o céu") p.43

Esse livro pode ser adquirido na LIVRARIA SPIROS.
Especializada em Literatura Reformada e do Puritanismo



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segunda-feira, 11 de junho de 2012

A vida de David Brainerd - Jonathan Edwards

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ORAÇÃO, MEDITAÇÃO e JEJUM

"3 de Janeiro. Na Maior parte do dia dediquei-me a escrever; e passei algum tempo em outras atividades necessárias. Mas o meu tempo escoa-se tão depressa que me espanto quando reflito a respeito e vejo quão pouca coisa faço. Minha vida solitária não faz as horas passarem vagarosamente. Quantos motivos de gratidão tenho por causa de minha vida isolada! Já percebi que não levo e nem posso levar, ao que parece, uma vida cristã, quando estou longe de casa, e também não posso passar algum tempo em práticas como devoção, conversação cristã e meditação séria, como deveria fazer. As semanas em que sou forçado a ficar fora de casa, a fim de aprender a língua dos índios, são para mim dias de ansiosidade e esterilidade, sem poder apreciar direito as coisas divinas; sinto-me como um estrangeiro diante do trono da graça, pela falta de retiros espirituais mais frequentes e contínuos. Mas quando volto para casa e me dedico à meditação, à oração e ao jejum, uma cena nova descortina-se diante de minha mente e minha alma anela por mortificação, auto-negação, humildade e divórcio de todas as coisas deste mundo. Nesta noite, meu coração esteve um tanto cálido e fervoroso em oração e meditação, de tal modo que eu recusava entregar-me ao sono. Continuei nesses deveres até cerca de meia noite."








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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Genuína Experiencia Espiritual - Jonathan Edwards

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O FRUTO DAS VERDADEIRAS EMOÇÕES ESPIRITUAIS É A PRÁTICA CRISTÃ

A prática cristã significa três coisas:
(i) O verdadeiro cristão dirige todos os aspectos de seu comportamento por regras cristãs.
(ii) Faz do viver santo a maior preocupação de sua vida. É seu trabalho e ocupação sobre todas as outras coisas.
(iii) Persevera nessa ocupação constantemente, até o final de sua vida.

Vamos estabelecer esses três pontos pelas Escrituras.
(i) O verdadeiro cristão procura conformar cada área de sua vida às regras da Palavra de Deus. "Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando" (Jo. 15:14). "E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro ... Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém; aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo" (1 Jo. 3:3,7). "Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus" (1 Cor 6:9-10). "Ora, as obras da carne são conhecidas, e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, como já outrora vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam" (Gl 5:19-21).Esse comprometimento com a obediência total não significa uma mera esquivança negativa das práticas do mal. Significa também obedecer positivamente os mandamentos de Deus. Não podemos dizer que alguém é um verdadeiro cristão somente por não ser um ladrão, mentiroso, blasfemador, bêbado, sexualmente imoral, arrogante, cruel e violento. Também deve ser positivamente temente a Deus, humilde, respeitoso, gentil, pacificador, perdoador, misericordioso e amorável. Sem essas qualidades positivas, não está obedecendo às leis de Cristo.

(ii) O verdadeiro cristão faz do viver santo a principal ocupação de sua vida. O povo de Cristo não só faz boas obras, são zelosos por boas obras (Tt 2:14). Deus não nos chamou para a ociosidade, e sim para trabalhar e labutar para Ele. Todos os verdadeiros cristãos são bons e fiéis soldados de Jesus Cristo (2 Tm 2:3). Lutam o bom combate da fé de modo a apossar-se da vida eterna (1 Tm 6:12). Os que estão numa corrida, todos correm, mas somente um recebe o prêmio; pessoas preguiçosas e negligentes não correm de modo a obter aquele prêmio (1 Cor 9:24). O verdadeiro cristão coloca toda a armadura de Deus, sem a qual não resiste aos dardos inflamados do maligno (Ef 6:13-17). Esquece as coisas que estão para traz e procura pelas que estão adiante, avançando para a meta, visto ser este o único modo de obter o prêmio do chamado de Deus para o alto, em Cristo Jesus (Fl 3:13-14). Preguiça em servir a Deus é tão condenável quanto rebelião aberta; o servo preguiçoso é um mau servo e será lançado nas trevas exteriores com os inimigos declarados de Deus (Mt 25:26,30).Isso mostra que um verdadeiro cristão é alguém diligente, fervoroso e comprometido em sua religião. Como é colocado em Hebreus: "Desejamos, porém, continue cada um de nós mostrando até ao fim a mesma diligência para a plena certeza da esperança; para que não vos torneis indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas" (Hb 6:11-12).

(iii) O verdadeiro cristão persevera em sua obediência a Deus através de todas as  dificuldades enfrentadas, até ao fim de sua vida. As Escrituras ensinam de modo completo que a verdadeira fé persevera; vejam, por exemplo, a parábola do semeador (Mt 13:3-9, 18-23).
O ponto central enfatizado pelas Escrituras na doutrina da perseverança é que o verdadeiro cristão mantém-se acreditando e obedecendo, a despeito dos vários problemas que encontra. Deus permite que esses problemas surjam nas vidas das pessoas que se proclamam cristãos a fim de testar a verdade de sua fé. Então torna--se claro para eles, e 
muitas vezes para os outros, se realmente estão levando a sério seu relacionamento com Cristo. Esses problemas são às vezes de ordem espiritual, como uma tentação particularmente sedutora. Às vezes as dificuldades são de ordem externa, como os insultos, zombaria e perda de posses a que nosso cristianismo possa nos expor. O sinal do verdadeiro cristão é que ele persevera através desses problemas e dificuldades, mantendo-se leal a Cristo.

Jonathan Edwards - A treatise concerning religious affections (publicado com o título - A Genuína experiência espiritual)

















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Apresentação do 'Prática da Piedade'

O testemunho da Escritura é de que a Piedade é proveitosa para todas as coisas, residindo nela a promessa da vida que é, e da vida que há de vir [cf. 1 Timóteo 4:7,8].

E o que é Piedade?
É a qualidade de uma determinada prática de vida relacionada a Santidade pessoal, contrária às paixões carnais e mundanismo [Tito 2:11-13; 2 Pedro 3:10-12]. A palavra no original Grego do Novo Testamento, traz consigo o significado de uma ordeira e boa resposta do coração em reverência ao Senhor Deus. Uma outra forma de definir Piedade é descrevê-la como uma atitude pessoal para com o Senhor Deus, na forma de uma vida cujo objetivo é honrá-lO e agradá-lO.

A Piedade é proveitosa para a vida agora, conduzindo-nos em Cristo para toda a paz para com Deus, que nEle se pode receber; regozijo no Senhor, em nosso espírito, com todo prazer e alegria em Deus, nosso bom Pai e Salvador; contentamento para com os atos da Providência do Senhor. A Piedade não nos conduzirá a prosperidade, boa reputação, amigos, saúde ou tranquilidade - nada disto é prometido para o Piedoso; mas, quão maior é a felicidade de sabermos que o Piedoso será ouvido pelo Senhor em suas orações, e terá alegria nEle desde agora e para sempre! Na Piedade há promessa e esperança, de Cristo, em quem se esconde a vida do Crente, de estar unido com Cristo agora e por toda eternidade.

Nas palavras de Thomas Watson, "Como a jóia está para o anel, assim a Piedade está para a alma, ornando-a aos olhos de Deus. A Razão nos faz humanos; a Piedade nos faz anjos sobre a Terra; pela Piedade nós 'tomamos parte da natureza Divina' [2 Pedro 1:4]. A Piedade é mui próxima da glória: é 'glória e virtude' [2 Pedro 1:3]. A Piedade é a Glória em forma de semente; e a Glória é a Piedade em flor."

Assim, cremos, está mais do que justificado nosso desejo e obra em dedicar este Blog a tudo o que for útil e exemplar para nos exortar e dirigir na Prática da Piedade. Oh, Senhor, ajuda-nos, sustenta-nos, guia-nos e frutifica este trabalho!

Teologia e Pregação Reformada Experimental

O que é Teologia e Pregação Reformada Experimental? Muitas vezes chamado de Calvinismo Experimental ou Calvinismo Experiencial, se refere a uma tal forma de religião, construída sobre a Escritura Somente, fundamentada em Cristo Jesus, na qual, buscando-se incessantemente a Glória de Deus em todas as coisas, se testa ou prova, se exercita no conhecimento prático de toda Doutrina Bíblica. Entendemos que há uma vital relação entre a Teologia Prática e a Piedade; como a Escritura diz, é desejável e há regozijo e benção no exercício do Conhecimento da Verdade que é segundo a Piedade [Tito 1:1].

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