segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O Filho do homem até do sábado é Senhor - Matthew Henry

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1662 - 1714

Comentário de Mateus 12:1-13

O Filho do Homem até do sábado é Senhor.” (v.8).
"...Esta lei, como todo o resto, está colocada na mão de Cristo, para ser alterada, imposta ou prescindida, como Ele achar melhor. Foi através do Filho que Deus criou o mundo, e através do Filho Ele instituiu o sábado judaico, com boas intenções; através do Filho, Ele deu os dez mandamentos no Monte Sinai, e como Mediador, Ele confiou ao Filho a instituição dos mandamentos, fazendo as modificações que Ele julgasse adequadas; e, em especial, sendo Senhor do sábado, Ele foi autorizado a fazer tal alteração daquele dia, para que se tornasse o dia do Senhor, o dia do Cristo. E se Cristo é o Senhor do sábado, é adequado que o dia, e todo o trabalho nele realizado, sejam dedicados a Ele. Por este poder, Cristo aqui decreta que as obras de necessidade, se realmente o forem, e não se tratarem de uma necessidade fingida e inventada, são lícitas no sábado judaico; e esta explicação da lei mostra claramente que ela deve ser perpétua."...


Comentário de Marcos 2:18-28

Por quem o sábado foi feito (v. 28): “Assim o filho do homem até do sábado é senhor.
"...Por isso, Ele não terá as boas intenções da sua instituição frustradas pelas imposições dos fariseus. Observe que os sábados são “dias do Filho do Homem” . Ele é o Senhor do dia, e em sua honra o sábado deve ser observado. Foi por Ele que Deus Pai criou os mundos, e foi por Ele que o sábado foi instituído. Por Ele, Deus Pai entregou a lei no monte Sinai. O quarto mandamento também era parte de sua lei, e aquela pequena alteração que se fez mais tarde, mudando-o para um dia à frente, para o primeiro dia da semana, teve a finalidade de lembrar a sua ressurreição. Por essa razão, o sábado cristão seria chamado de o Dia do Senhor (Ap 1:10), o Dia do Senhor Jesus Cristo - e o Filho do Homem, Cristo, como Mediador, deve ser sempre considerado o Senhor do sábado. O Senhor enfatizou este argumento ao se justificar, quando foi acusado de ter infringido o sábado (Jo 5:16)."...


Comentário de Lucas 5:1-11

O filho do homem é senhor até do sábado.
"...No reino do Redentor, o dia de sábado deve ser transformado em um “dia do Senhor”; suas características devem ser alteradas em alguns aspectos, e isso precisa ser observado principalmente em honra ao Redentor, como havia sido antes em honra ao Criador, Jeremias 16:14,15. Como prova disso, ele deverá ter não apenas um novo nome, o dia do Senhor (mesmo assim, não esquecendo o antigo, pois ele ainda é um dia de descanso e adoração), mas será transferido para um novo dia, o primeiro dia da semana - o domingo."...


Comentário de João 5:17-30

"...Ele declara abertamente que é o Filho de Deus, ao chamar Deus de seu Pai, e, sendo assim, sua santidade era inquestionável, e sua soberania era incontestável, e Ele podia fazer a alteração que quisesse na lei divina. Com certeza, eles respeitarão o Filho, o herdeiro de tudo. Ele declara que trabalha junto a Deus. (1) “Meu Pai trabalha até agora”. O exemplo do descanso de Deus no sétimo dia, de todo o seu trabalho, está no quarto andamento e serve como base para nós o guardarmos como o sábado ou o dia de descanso. Agora Deus simplesmente descansava de trabalho semelhante, da mesma forma como fizera nos seis dias anteriores. Porém, Ele trabalha até hoje, Ele está trabalhando todos os dias, dias de sábado e dias da semana, cuidando e regendo todas as criaturas e contribuindo para sua própria glória, através de sua providência universal para todos os movimentos e atividades da natureza. Por isso, quando nos é ordenado que descansemos no dia de repouso, ainda assim não somos impedidos de fazer aquilo que tem a finalidade de glorificar a Deus, como tinha o homem ao carregar sua cama. (2) “Eu trabalho também”, Não apenas por isso eu posso trabalhar, como Ele, fazendo o bem nos dias de sábado como nos outros dias, mas eu também trabalho com Ele. Assim como Deus criou todas as coisas através de Cristo, da mesma forma Ele sustenta e governa tudo através dele, Hebreus 1:3. Isto coloca o que Ele faz acima de qualquer contestação. Aquele que é um trabalhador tão formidável deve necessariamente ser um regente incontrolável. Aquele que faz tudo é o Senhor de tudo, e, portanto, Senhor do sábado, tem este poder especial e autoridade que agora afirma ter. E Ele estava a ponto de mostrar ainda mais estes atributos, na mudança do dia do repouso, do sétimo dia da semana para o primeiro dia da semana."...

Matthew Henry - Comentário no Novo Testamento (Mateus a João) - Editora CPAD

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

A meditação prática - James Meikle

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1730 - 1799

"...Muitas coisas eu deveria admirar e me maravilhar; como: o ser e as perfeições de Deus, a unidade na Trindade e a Trindade na unidade, o amor de Deus, a encarnação do Filho, a paixão de Cristo, o valor de seus sofrimentos, os nomes de Emanuel, os ofícios do Redentor, as relações do Deus-homem, o Espírito Santo habitando na alma, a união dos santos ao seu Cabeça, a comunhão das criaturas com Deus, a justificação dos culpados, a santificação do imundo, a glorificação do homem (que não é nada além de um verme), as grandes e preciosas promessas, a excelência da graça, a eficácia da fé, a natureza e a imortalidade da alma, e as glórias do mundo vindouro.

Por muitas coisas eu deveria lamentar; como: a dureza do meu coração, a minha ignorância de Deus, a minha apatia nos assuntos de sua glória, a prevalência do pecado, a minha falta de amor, a minha prontidão para a vingança, o meu prazer em criar prazeres, mente e língua carnais e o descuido quanto às preocupações do mundo invisível.

E no mundo exterior, deveria lamentar a decadência dos tempos, a corrupção dos costumes, a abundância da iniquidade, o ataque à verdade e o adorno dos templos de erro, o qual, se atacados, clamam, “Grande é a luz da natureza! Grande o poder do livre arbítrio e a excelência da moralidade! Grande é a deusa do universo!” (N.T.: Possível referência ao pensamento deísta, prevalecente entre os intelectuais nesta época)

Muitas coisas eu deveria procurar acima de todas as outras; como: a glória de Deus mais que todas as outras coisas, sua honra mais do que minha reputação e seu amor mais do que minha própria vida. E deveria lamentar mais os pecados dos outros do que minhas dores e aflições próprias e considerar meus pecados uma carga mais pesada que minhas aflições. Eu deveria estimar mais a promessa da vida eterna que a posse de todas as coisas criadas e a alegria interior mais que a paz exterior.

E, finalmente, no centro de tudo, muitas coisas devem motivar minha alegria; como: Deus governa todas as coisas, todas as coisas contribuirão para a sua glória e para o bem de seu povo, a justiça habitará na terra e o pecado será punido, a graça será aperfeiçoada e o amor será soprado em uma chama, quando a vida eterna for parte da alma, e Deus for tudo em todos no céu, onde veremos perfeitamente, a fruição será completa, a comunhão inconcebível e divinamente íntima, o conhecimento pleno, e os santos, (na mais alta perfeição que as criaturas podem alcançar), feitos participantes da natureza divina! Quanta alegria deveria trazer a ciência de que a glória daquele dia, a alvorada da eterna glória, não está muito distante?"...


Fonte - Reforma21


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Cristo não pode ser representado por imagens - Thomas Watson

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1620 – 1686
"...Se não é legítimo fazer imagens de Deus o Pai, não podemos fazer imagem de Cristo que tomou a natureza do homem?

Não. É a divindade de Cristo unida à sua humanidade que o faz Cristo; portanto, fazer uma imagem de sua humanidade quando não podemos fazer uma imagem de Sua divindade é pecado porque é fazer um Cristo pela metade – estaríamos separando o que Deus uniu e tiraríamos aquilo que principalmente faz Ele ser o Cristo."...

Thomas Watson - The Ten Commandments

Tradução: Joelson Galvão

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A idolatria do paganismo e suas práticas - George Gillespie

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1613 - 1648

"...Pela comunicação com os idólatras em seus ritos e cerimônias, nós nos tornamos culpados de idolatria, até mesmo como Acaz (2 Reis 16:10), que era um idólatra eo ipso [por si mesmo] aderiu ao padrão do altar feito por idólatras. Porquanto, então, ajoelhando-se diante do pão consagrado, o sinal da cruz, a sobrepeliz, dias festivos, o bispado, curvando-se ao altar, a administração do sacramento em lugares privados, etc., são os produtos de Roma, a bagagem da Babilônia, as bugigangas da prostituta, os emblemas do Papado, as insígnias dos inimigos de Cristo, e os próprios troféus do anticristo – não podemos nos conformar, comunicar e simbolizar com os Papistas idólatras no uso destas coisas sem fazer de nós mesmos idólatras por participação. Porventura tomará a casta esposa de Cristo os ornamentos de uma prostituta? Porventura o Israel de Deus simbolizará com aquela que é chamada espiritualmente chamada de Sodoma e Egito? Porventura o povo redimido de Deus usará as insígnias de seu cativeiro? Porventura os santos deverão ser vistos com as marcas da besta? Porventura será a Igreja Cristã como a anticristã, o santo como o profano, religião como superstição, o templo de Deus como sinagoga de satanás?"...

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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A meditação sobre morte deve nos aproximar de Deus - David Brainerd

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1718 – 1747

"...Caríssimo senhor,

Como é surpreendente que os vivos, que sabem que devem morrer, apesar disso “adiem o dia mau,” em tempos de saúde e prosperidade, e vivam a uma distância tão terrível da familiaridade com o túmulo, e as grandes preocupações além dele! E, em especial, poderia com justiça nos encher de surpresa saber que alguém cuja mente foi divinamente iluminada, para contemplar as coisas importantes da eternidade como elas são, digo, que esses vivam dessa maneira. Entretanto, senhor, como é frequente essa situação! Como são raros os exemplos dos que vivem e agem dia após dia como se estivessem às vésperas da eternidade; lutando para preencher seus momentos remanescentes no serviço e honra do grande Mestre! Nós insensivelmente desperdiçamos tempo, enquanto pensamos tê-lo em abundância; e estamos tão estranhamente distraídos, a ponto de, em grande medida, perdemos a noção da santidade e das qualificações necessárias para nos preparar para sermos habitantes do paraíso celestial. Mas, ó caro senhor, um leito de morte, se desfrutarmos claramente da razão, dará outra visão das coisas. Tenho estado, por mais de três semanas, prostrado sob o maior grau de fraqueza; esperando, na maior parte do tempo, nas horas e nos dias, entrar no mundo eterno. Às vezes, tenho ido tão longe a ponto de ficar sem palavras por diversas horas. Ah! Nestas ocasiões, como me parece ser vasta a importância que tem a vida espiritual santa! Tenho desejado chamar todos os meus amigos para persuadi-los a viver para Deus, especialmente todos os que estão designados ou já atuantes no serviço do santuário. Ó, caro senhor, não pense que seja suficiente viver no nível dos cristãos comuns."...

David Brainerd - Works of Jonathan Edwards, Volume Two (LETTER IX.) - Carta de David Brainerd a um jovem candidato ao ministério.

Tradução - Tiago cunha
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Qual o limite da obediência do cristão? - William Tyndale

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1484 - 1536

"...Está certo que obedeçamos a pai e mãe, mestre, senhor, príncipe e rei, e a todas as ordenanças do mundo, corporalmente e espiritualmente, pelas quais Deus nos rege e ministra livremente seus benefícios a todos nós. E que os amemos pelos beneficias que deles recebemos, e os temamos pelo poder que têm sobre nós para nos punirem, se transgredirmos a lei e a ordem. Contudo, os poderes ou governantes terrenos só devem ser obedecidos na medida em que as suas ordens não repugnem ou sejam contrárias aos mandamentos de Deus, que devemos sustentar antes de tudo. Daí que devemos ter sempre os mandamentos de Deus em nossos corações e pela mais alta lei interpretar a inferior; que devemos obedecer só ao que não seja oposta à crença no Deus único, ou ao amor de Deus, por intermédio de quem fazemos ou deixamos de fazer todas as coisas; que nada poderemos fazer contra a reverência devida ao nome de Deus, que possa resultar em desprezo d'Ele ou em menos temor pela Sua justiça; e que não obedeçamos ao que seja proposto para nos afastar ou impedir o conhecimento da santa doutrina de Deus, de quem o santo dia é servo."...

William Tyndale - The Obedience of a Christian Man 

Fonte - Monergismo
Tradução - Isaías Lobão
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A obra do Espírito Santo - Theodore Beza

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1519 - 1605

"...Do mesmo modo que a pregação do Evangelho é um aroma de morte para os rebeldes que endurecem seus corações, é também aroma de vida para os filhos de Deus (2 Co 2:15,16). Não que a força e poder de salvar resida no som da palavra ou venha da energia de quem prega (1 Co 3:7,8). Mas o Espírito Santo, cujo ofício estamos descrevendo, usa a pregação como um tubo ou canal; Ele penetra na profundeza da alma, como o apóstolo fala (Hb 4:12; 1 Pe 1:23), com o propósito de dar, somente por Sua graça e bondade, entendimento aos filhos de Deus para os capacitar a perceber e compreender o grande mistério da sua salvação através de Jesus Cristo (At 16:14; Ef 1:18,19). Então, Ele também corrige seus julgamentos, para que eles aprovem, com sabedoria proveniente de Deus, aquilo que o sentido e a razão costumam achar loucura (1 Co 2:6-16). Além disso Ele corrige e muda suas vontades de tal maneira, que com afeição ardente, eles abraçam e recebem o único remédio que é oferecido em Jesus Cristo (Fp 1:29; At 13:48) contra o desespero no qual, sem ele, a pregação da Lei necessariamente os conduziria (Ef 2:1,4,5)."...

Theodore Beza - As Duas Partes da Palavra de Deus: Lei & Evangelho 

Fonte - Monergismo
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Tentações de Satanás - Theodore Beza

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1519 - 1605

"...Vamos, portanto, aprender a contestar de maneira diferente, o argumento de Satanás supracitado: 'Você diz, Satanás, que Deus é perfeitamente justo e vingador de toda a iniquidade'; eu creio nisto. Mas eu acrescento outra propriedade de Sua justiça que você deixou de lado: visto que Ele é justo, Ele se satisfez em ter sido pago uma vez. Em seguida você diz que eu tenho uma multidão de iniquidades e que, portanto, mereço morte eterna; eu creio nisto. Mas acrescento o que você, maliciosamente, omitiu: as iniquidades que estão em mim, foram de forma cabal, vingadas e punidas em Jesus Cristo que suportou o julgamento de Deus em meu lugar (Rm 3:25, 1 Pe 2:24). Daí porque, eu chego a uma conclusão completamente diferente da sua. Desde que Deus é justo (Rm 3:26) e não requer duplo pagamento; desde que Jesus Cristo, Deus e homem (2 Co 5:19), satisfez por Sua infinita obediência (Rm 5:19; Fp 2:8), a infinita majestade de Deus (Rm 8:33), segue-se então, que minhas iniquidades não podem mais levar-me à ruína (Cl 2:14); elas já foram removidas da minha conta, pelo sangue de Jesus Cristo que foi feito maldição por mim (Gl 3:13), e sendo justo, morreu pelos injustos (1 Pe 2:24). Logo após, é certo que Satanás saberá bem colocar, diante de nossos olhos, nossas aflições e especialmente a morte (Rm 5:12). Ele alegará que elas são testemunhas que nos mostram que Deus não perdoou nossos pecados. Mas argumentaremos que: primeiro, embora toda aflição e morte tenham entrado no mundo pelo pecado, Deus nem sempre tem em vista os nossos pecados quando Ele nos aflige. Nós deduzimos isto da história de Jó e em outras passagens (Jo 9:3; 1 Pe 2:19; 3:14; Tg 1:2). Mas Ele tem vários propósitos que visam a Sua glória e o nosso benefício, como explicaremos mais tarde. Por outro lado, quando Deus aflige os Seus por seus pecados, mesmo quando Ele chega a fazê-los sentir as dores da morte (Jó 13:15), Ele não está irado contra eles, como um juiz, para condená-los, mas como um Pai que está disciplinando Seus filhos para livrá-los da destruição (2 Co 6:9; Hb 12:6; 2 Sm 7:14), ou para dar exemplo a outros (2 Sm 12:13,14)."...

Theodore Beza - The Christian Faith ( capítulo 4, seções 1-13) 

Fonte - Reformados do Século XVI
Tradução - 
Rev. Paulo Anglada
Revisão - Rev. Ewerton B. Tokashiki
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Justificação pela fé somente - Theodore Beza

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1519 - 1605

"...O objeto e poder da verdadeira fé.
Visto que Jesus Cristo é o objeto da fé, assim como Ele nos é apresentado na Palavra de Deus, seguem-se daí dois pontos que deveriam ser bem considerados. De um lado, onde não há Palavra de Deus mas somente a palavra de homem, quem quer que seja, lá não há fé, mas somente uma fantasia ou uma opinião que não pode falhar em nos enganar (Rm 10:2-4; Mc 16:15; Rm 1:28; Gl 1:8-9). Por outro lado, a fé aceita e apropria Jesus Cristo e tudo que está nEle, visto que Ele nos foi entregue na condição de crermos nEle (Jo 17:20,21; Rm 8:9). Daí seguem-se uma ou duas coisas: ou tudo que é necessário para nossa salvação não está em Jesus Cristo, ou se tudo está de fato lá, aquele que tem a Jesus Cristo pela fé, tem tudo. Ora, dizer que tudo que é necessário para nossa salvação não está em Jesus Cristo é uma horrível blasfêmia, pois isto somente faria dEle um Salvador parcial (Mt 1:21). Daí resta, portanto a outra parte: tendo Jesus Cristo, pela fé, temos nEle tudo que é requerido para nossa salvação (Rm 5:1). Isto é o que o apóstolo diz: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”(Rm 8:1)

Como devemos entender 'Somos justificados pela fé somente'. 
Aqui está a explicação de nossa justificação pela fé somente: a fé é o instrumento que recebe Jesus Cristo e, consequentemente, recebe Sua justiça, o que significa, toda a perfeição. Quando, portanto, acompanhando o Apóstolo Paulo (Rm 1:17; 3:21-27; 4:3; 5:1; 9:30-33; 11:6; Gl 2:16-21; 3:9,10,18; Fp 3:9, 2 Tm 1:9; Tt 3:5; Hb 11:7), dizemos que somos justificados pela fé somente, não queremos dizer que a fé é um mérito nosso que nos faz justos diante de Deus, pois isto seria colocar a fé no lugar de Jesus Cristo que é nossa perfeita e completa justiça. Porém, dizemos juntamente com o apóstolo, que somente pela fé somos justificados, à medida que ela aceita Aquele que nos justifica, Jesus Cristo, a quem nos une e ajunta. Nós somos, então, feitos participantes dEle e dos benefícios que Ele possui. Estes, nos sendo imputados e doados, são mais do que suficientes para nos tornar inocentes e justos diante de Deus."...

Theodore Beza - The Christian Faith ( capítulo 4, seções 1-13) 

Fonte - Reformados do Século XVI
Tradução - 
Rev. Paulo Anglada
Revisão - Rev. Ewerton B. Tokashiki
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A Lei e o Evangelho - Theodore Beza

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1519 - 1605

"...Chamamos de "Palavra de Deus" os livros canônicos do Antigo e Novo Testamentos, por terem procedido da boca do próprio Deus.

Dividimos esta Palavra em duas partes principais: uma e chamada 'Lei', a outra 'Evangelho'.

O que chamamos de Lei é a doutrina cuja semente é escrita pela natureza em nossos corações. Entretanto, para que nosso conhecimento fosse mais preciso, ela foi escrita por Deus, em duas tábuas e é compreendida, resumidamente, em dez mandamentos. Neles, Deus estabelece para nós a obediência e a perfeita justiça, as quais devemos a Sua majestade e aos nossos semelhantes, em termos contrastantes: vida eterna, se guardarmos a Lei perfeitamente, sem omitir um ponto sequer, ou morte eterna, se não cumprirmos completamente cada mandamento (Dt 30:15-20; Tg 2:10).

O que chamamos de Evangelho (Boas Novas) é a doutrina que não está totalmente em nós por natureza, mas é revelada do céu (Mt 16:17; Jo 1: 13) e supera totalmente, o conhecimento natural. Por ele, Deus testifica que é Seu propósito nos salvar graciosamente através de Seu único Filho (Rm 3:20-22), providenciando que, pela fé, nós recebamos a Jesus como nossa única sabedoria, justificação, santificação e redenção (1 Co 1:30). Por ele (O evangelho), o Senhor nos testifica todas essas coisas, e o faz de tal maneira, que ao mesmo tempo Ele nos renova de forma poderosa, nos capacitando a receber os benefícios que nos são ofertados. (1 Co 2:4)."...

Theodore Beza - As Duas Partes da Palavra de Deus: Lei & Evangelho 

Fonte - Monergismo

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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

A ordenança para o cântico do Salmos - Robert Shaw

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1795 - 1863

"...Cântico do salmos. Isto foi ordenado, sob o Antigo Testamento, como uma parte ordinária do culto a Deus e é distinguido da adoração cerimonial (Sl 69:30,31). Não foi ab-rogado sob o Novo Testamento, mas antes, confirmado (Ef 5:19, Cl 3:16). É sancionado pelo exemplo de Cristo e Seus apóstolos (Mt 26:30; At 16:25). Os Salmos de Davi foram especialmente planejado por Deus para o uso da Igreja, no exercício do louvor público, sob a antiga dispensação; e eles são igualmente adotados para o uso da Igreja sob a presente dispensação. Embora o apóstolo insista muito sobre a abolição das instituições rituais, eles não dão nenhuma intimação de que os Salmos de Davi sejam inadequados para adoração no tempo do evangelho. E se tivesse sido planejado que eles fossem colocados de lado na época do Novo Testamento, há razão em pensar que outra salmodia teria sido provida para substituí-los. No Livro dos Salmos há várias passagens que parecem indicar  que eles foram planejados pelo Espírito para o seu uso na Igreja em todas as épocas. ‘Eu te exaltarei, ó Deus, rei meu’, diz Davi, ‘e bendirei o teu nome pelos séculos dos séculos e para sempre’ (Sl 145:1). Isto insinua, como o excelente Matthew Henry observa, ‘que os Salmos que Davi compôs devem ser usados nos louvores a Deus na Igreja até o fim dos tempos’. Devemos louvar a Deus com nossos lábios assim como com nossos espíritos e devemos fazê-lo bem (Sl 33:3). Como isto é uma parte da adoração pública na qual toda a congregação deve unir suas vozes, as pessoas devem cultivar a música sagrada para que eles possam estar aptos a aderirem este exercício tornando-o harmonioso. Mas o mais importante é cantar com entendimento e com as afeições do coração correspondendo ao assunto daquilo que é cantado (Sl 47:7; 1 Co 14:15; Sl 108:1)."...

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O uso exclusivo do saltério inspirado no culto a Deus - John Thomas Chalmers

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1860 - 1902

"...Como argumento final, que seja lembrado que o Novo Testamento não conhece nenhum livro de louvores que não seja o livro dos Salmos, não há insinuação alguma de que qualquer outro livro seja necessário ou que jamais teria sido dado à igreja. Não há uma direção dada a qualquer homem para elaborar tal livro, nem uma simples promessa da influência do Espírito Santo para assistir qualquer pessoa a produzir um. Quando Jesus “ascendeu aos céus e deu dons aos homens” (Ef 4:8), ele derramou sobre Sua igreja todos os dons necessários para edificação para até o fim dos tempos. Ele deu alguns evangelistas, alguns pastores e mestres, para o aperfeiçoamento dos santos, para edificação do corpo de Cristo. Agora, se tivesse sido necessário para a edificação de Sua igreja, não seria sensato supor que entre os outros dons Ele teria conferido o Espírito de Salmodia? Mas é vão tentarmos procurar o dom de um Salmista ou o Espírito de Salmodia. Nenhum ofício de compositor de hinos é mencionado. Os apóstolos e todos aqueles que creram pela palavra deles tinham, e ainda têm, a promessa do Espírito Santo para ajuda-los em sua dificuldades quanto à oração e em tudo que entra no culto cristão, menos a preparação de cânticos de louvor. Há a promessa da ajuda do Espírito no oferecimento do louvor, pois Paulo diz: “Eu cantarei com o Espírito” (1 Co 14:15); mas não há absolutamente nenhuma promessa de Sua assistência na composição da matéria para ser usada no louvor. Procure por tal evidência do começo ao fim do Novo Testamento, e você procurará em vão. Não há promessa feita para um outro sistema que substituísse o Livro dos Louvores (Livros dos Salmos).

Se a coleção de salmos, hinos e cânticos espirituais, que têm sido o suficiente manual de louvor por muitas gerações, têm sido inadequados para as necessidades dos santos na dispensação do evangelho, então, Aquele que inspirou um João e um Paulo a fazerem uma clara e completa revelação das doutrinas da graça teria também tocado os lábios e adaptado as harpas de outros ‘Davis’ e ‘Asafes’. A ausência de tal provisão pode ser aceita como prova da suficiência de um livro de cânticos já existente para satisfazer cada possível necessidade nesta importante parte do culto a Deus.

A conclusão é inevitável. Este Livro de Louvores é o único que possui a marca do Senhor da igreja. É o único que pode apontar para uma sanção de Deus como tendo como base sua reivindicação sobre a igreja de Cristo, e, portanto, a Associate Reformed Presbyterian Church declara que ‘É a vontade de Deus que os salmos, hinos e cânticos espirituais contidos no Livro dos Salmos, sejam cantados no Seu culto, tanto privado quanto particular, nem qualquer outra canção deve ser usada no culto pelos membros da Associate Reformed Presbyterian Church."...

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sábado, 1 de novembro de 2014

Meditações sobre a morte - John Love

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1757-1825

"...Quantas pessoas estúpidas estão por aí, joviais, despreocupadas quanto à morte, unicamente porque aprenderam a esquecer que são mortais? São pessoas graciosas, agradáveis e alegres, e presumem que a amargura da morte já passou; pensam assim porque nunca empregaram uma hora sequer em séria consideração a respeito do assunto. “Até quando, ó estúpidos, amareis a estupidez?” (Pv 1:22). Vocês pensam que podem enganar a carranca da morte mediante leviandade e petulância. Que surpresa está reservada para vocês! Que horas solenes serão as horas do fim da sua vida jovial, quando serão lançados nas tristes agonias da segunda e eterna morte! Despertem, agora, vocês que dormem, se ainda lhes resta uma fagulha de entendimento, um mínimo de respeito pela sua própria segurança. Em Cristo, há vitória sobre a morte, mas não para aqueles que permanecem irrefletidos, descuidados e levianos. Continue dormindo mais um pouco, e o misericordioso Salvador do mundo fará o que prometeu em Provérbios 1.26: “eu me rirei na vossa desventura, e, em vindo o vosso terror, eu zombarei”.

Em outras pessoas, a estupidez da desobediência apresenta-se de forma mais ousada e honrada, e cria uma marca mais forte. Cego a tudo o que é invisível — confiante numa coragem que é resultado da constituição física e de princípios mundanos — depois de ter escapado de vários perigos, e ter superado dificuldades — o pecador imagina que é um herói na guerra contra a morte. Alimentado pelo aplauso de outros pecadores, ele se torna ousado para com os perigos futuros, e, diante da aproximação do terrível rei, se vê como quem cai gloriosamente, e afunda num feliz descanso. Entre os pagãos, esse tipo de gente recebia da parte dos sobreviventes as honras da deidade; e entre os atuais cristãos nominais não há dúvida de que esses tais têm seu lugar assegurado no céu. Mas esse descrente venceu apenas a carranca e a sombra da morte; ele só viu, embora tarde demais, o aguilhão da morte — o inferno que o segue — as setas de vingança do trono do Todo-poderoso. A tremenda decepção desses pecadores, quer seja num leito de enfermidade, ou nalguma façanha militar, será revelada na manhã da ressurreição; quando, aos pés de Jesus Cristo, milhões e milhões de homens desses chorarão como crianças, mas será um choro inútil. Aquele que não poupou os anjos que pecaram demonstrará terrores por demais suficientes para dominar, e abater, e subjugar todo o exército de mal-feitores e desprezadores do céu.

Mas como são variados e multiformes os enganos do coração humano! Outros conseguem uma falsa tranquilidade entregando-se a um amargo silêncio e desânimo em relação à morte. Ele pensam passar quietamente por sobre o precipício, fechando os olhos, envolvendo-se no negro manto do desespero. Desalojados dos sutis esconderijos da segurança carnal, em vez de buscar a cidade de refúgio de Deus, eles se precipitam para o lado contrário. Mas pare! pare, ó pecador! não confie nos seus próprios pensamentos; não pense que a simples de-terminação será um abrigo para você. Nem pense que a sua determinação lhe trará tranquilidade diante dos juízos ordena-dos pela infinita sabedoria, e inflamados pelo fogo da indignação de Deus! Volte o rosto para outro lado. Voltem-se rapidamente “... à fortaleza, ó presos de esperança” (Zc 9:12)"...

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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Escolhidos para a salvação - Robert Murray M'Cheyne

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1813 – 1843

Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade;"

"...Quando viajamos por países papistas, onde as pessoas se curvam a imagens de madeira e pedra, e onde a Palavra de Deus é proibida, a mente de um crente se volta para as terríveis palavras nos versículos anteriores, com um sentimento de tristeza indizível, e, novamente, quando a mente divaga dessas regiões desoladas para o pequeno rebanho de crentes amados da Escócia, ela percebe o porquê do sentimento alegre que Paulo expressou ao escrever estas palavras: 'Mas nós, devemos sempre dar graças a Deus por vocês, irmãos amados pelo Senhor' (versículo 13).

1. Somos ensinados aqui que Deus é soberano na escolha das almas que são salvas.

(I) Ele é soberano na escolha de homens e anjos não rebeldes.

Nós lemos na Bíblia sobre duas grandes apostasias contra Deus. A primeira ocorreu no céu. Lúcifer, filho da manhã, um dos mais brilhantes querubins ao redor do trono, se rebelou por orgulho, juntamente com miríades de santos anjos. “Eles não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação”. 'Pois Deus não poupou os anjos que pecaram, mas os lançou no inferno, prendendo-os em abismos tenebrosos a fim de serem reservados para o juízo.' (2 Pedro 2:4). A rebelião seguinte foi no paraíso. O homem acreditou em Satanás e não em Deus, e comeu do fruto proibido. “Pela desobediência de um só homem foram todos constituídos pecadores.” Ambas as famílias pecaram contra o mesmo Deus, quebraram a mesma santa lei, caíram sob a mesma maldição, e foram condenadas ao mesmo fogo. Mas aprouve a Deus, em infinita compaixão, fornecer uma forma de perdão para algumas dessas criaturas perdidas. Ele determinou salvar alguns 'para o louvor da glória da sua graça'. Mas quem ele salvará – homens ou anjos rebeldes? Talvez as hostes não caídas do céu implorassem que os seus outrora irmãos fossem tomados, e os homens abandonados. Eles poderiam ter dito que a natureza angelical era maior e mais nobre, e que o homem era um verme. 'Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus!' Ele não poupou os anjos. Ele passou pelos portões do inferno, e não ergueu a cruz do Calvário ali. “Pois é claro que não é a anjos que ele ajuda, mas aos descendentes de Abraão.” (Hebreus 2:16).

(II) Ele é soberano na escolha dos países que têm a luz do evangelho.

Todas as nações são igualmente perdidas e vis aos olhos de Deus. “Ele fez de mesmo sangue todas as nações dos homens, para habitarem sobre toda a face da terra.” E, ainda, quão diferente foi a forma como Ele lidou com diferentes povos. Por que Deus escolheu Israel para ser um tesouro peculiar para Si, e lhes entregar oráculos divinos? Foi porque eles eram mais justos do que os outros? Não, pois isso é expressamente negado: 'Sabe que não é pela tua justiça que Jeová teu Deus te está dando esta boa terra para a possuíres; porque tu és um povo de cerviz dura.' (Deuteronômio 9:6). Nem foi por conta de sua grandeza: 'O Senhor não tomou prazer em vós nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todas as pessoas, mas porque ele o amava' (Deuteronômio 7:7). Novamente: por que a China, com seus milhões, ficou fechada sob muros por séculos, e foi abandonada à escuridão dos seus ídolos vãos? Por que a Índia foi deixada sob as cadeias cruéis do Hinduísmo? Por que a África foi praticamente entregue à bruxaria e superstição? Por que o belo rosto da Europa foi quase entregue às ilusões do homem do pecado, e por que a nossa própria ilha sombria tem sido escolhida para ser por muito tempo o mais brilhante repositório da verdade em todo o mundo? Somos melhores do que eles? Não, de modo algum. Há pecados cometidos entre nós que envergonhariam os pagãos. 'Seu caminho é de santidade.' 'Terei misericórdia de quem eu quiser ter misericórdia e terei compaixão de quem eu quiser ter compaixão.'

(III) Ele é Soberano na escolha das pessoas mais improváveis ​​para serem salvas.

Você esperaria que a maioria dos ricos fossem salvos. Eles têm mais tempo para estudar as coisas divinas, não são molestados pelos temores da pobreza, pois podem obter todas as vantagens. Contudo, escute a Palavra de Deus: 'não escolheu Deus os que são pobres aos olhos do mundo para serem ricos em fé e herdarem o Reino que ele prometeu aos que o amam?' (Tiago 2:5). Novamente, você imaginaria que Deus teria escolhido o sábio e erudito, para ser salvo. O evangelho é um assunto de profunda sabedoria. A Bíblia foi escrita em línguas antigas, difíceis de serem alcançadas. E os homens educados geralmente são  livres de preconceitos a que as pessoas comuns estão sujeitas. Contudo, escute a palavra de nosso Senhor: 'Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque tu ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e tu revelaste aos pequeninos. Mesmo assim, Pai, porque assim pareceu bem aos teus olhos.' Você imaginaria que certamente Deus salvaria as pessoas mais virtuosas do mundo. Ele é um Deus de pureza, que ama o que é sagrado e, embora ninguém seja justo, não, nenhum, alguns são muito menos manchados pelo pecado do que outros. Certamente ele adquirirá estes. O que diz o Senhor Jesus aos fariseus? 'Os publicanos e as meretrizes entrarão nos céus antes de vocês.' Jesus deixa que o jovem rico se vá, triste, enquanto o Rei da glória entra no portão de pérolas da Nova Jerusalém com um ladrão lavado em Seu sangue do seu lado.

Se a minha alma é salva, não devo dar graças? Se os ministros são obrigados a agradecer a Deus pela salvação gratuita de seu povo, quanto mais nós estamos obrigados a louvá-Lo por nos salvar. Eu não sou melhor do que um anjo rebelde. Demônios nunca rejeitaram a Cristo como eu fiz, e ainda assim Ele passou por eles e me salvou. Eu não sou melhor do que um chinês ou um hindu, e, ainda assim, a graça passou por milhões deles e veio até mim. Eu não era melhor do que a roda de escarnecedores, talvez pior do que a maioria, mas tenho certeza que posso dizer: 'Tu livraste a minha alma do inferno mais profundo'. Glória a Deus Pai, que me escolheu antes do mundo existir. Glória a Jesus, que passou por milhões e morreu por mim. Glória ao Espírito Santo, que veio gratuitamente em amor  e me despertou."...

Robert Murray M'Cheyne - Escolhidos para a salvação (Chosen to Salvation)

Fonte - Reforma21

Outras obras AQUI.
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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A regeneração está além dos deveres cristãos - George Whitefield

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1714 - 1770
Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. 2 Coríntios 5:17

"...Podemos observar um grande número de pessoas que são muito pontuais nas suas manifestações regulares de oração pública e privada, como também de receber a comunhão santamente, e, talvez, de vez em quando, ajudar rapidamente em algo. Mas aqui há a desgraça, pois eles descansam apenas no uso e observação dos meios, e acham que tudo está acabado e realizado quando eles cumprem as instituições sagradas. Considerando que foram informados corretamente, eles irão supor que todos os meios da graça instituídos, como a oração, o jejum, audição e leitura da Palavra de Deus, receber o sacramento abençoado, e tudo o mais, não estão sendo tão aproveitáveis para nós como são para eles, e então quererão nos aconselhar a que sejamos interiormente melhores, e que devemos buscar a vida espiritual na alma.

É verdade, são meios e nada além disso, são apenas meios. Fazem parte, mas não são toda a religião. No caso afirmativo, quem seria mais religioso do que o fariseu? Ele jejuou duas vezes na semana, deu o dízimo de tudo que possuía e, apesar disso, não foi justificado, como nosso próprio Salvador nos informa, aos olhos de Deus. Você talvez, como o fariseu, pode jejuar com frequência e fazer longas orações. Você pode, como Herodes, ouvir bons sermões de bom grado. Mas, ainda assim, se você continua sendo vaidoso e fútil, imoral ou mundano, e diferir do resto de seus vizinhos maus apenas por ir à igreja ou no cumprimento de algumas performances exteriores, você será melhor do que eles? Não, de modo algum. Você é de longe muito pior. Porque, se você usar dos meios, e, ao mesmo tempo, abusar deles, você estará assim incentivando outras pessoas a pensarem que não há nada neles e, portanto, você deve esperar receber maior condenação.."...

George Whitefield - (A Regeneração)

Fontecamcris.altervista.org
TraduçãoProjeto Castelo Forte

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Outras funções da Lei de Deus - Charles H. Spurgeon

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1834 — 1892

"...E, finalmente, 'para que serve a lei?' Foi enviada ao mundo para EVITAR QUE OS CRISTÃOS CONFIEM NA JUSTIÇA PRÓPRIA. Acaso os cristãos confiam alguma vez em sua justiça própria? Claro que sim, assim é. O melhor cristão do mundo encontrará que lhe é difícil evitar a jactância e a confiança em sua própria justiça. John Knox, em seu leito de morte, sofreu severos ataques de justiça própria. "Na última noite de sua vida na terra, dormiu ininterruptamente por algumas horas, emitindo muitos gemidos profundos. Quando lhe perguntaram por que gemia tão profundamente, respondeu: 'Durante minha vida resisti a muitos ataques de Satanás; mas nestes momentos ele me tem atacado de maneira mais terrível do que nunca, e tem utilizado toda sua força para acabar comigo de uma vez. A astuta serpente tem se esforçado para me persuadir de que mereço o céu e a bem-aventurança eterna devido ao fiel cumprimento de meu ministério. Mas bendito seja Deus que me deu a capacidade de apagar este dardo inflamado, me fazendo lembrar de passagens como essas: 'O que tens que não tenhas recebido?' e, 'Pela graça de Deus sou o que sou'"...


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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A Fé antecede todas as coisas - Agostinho de Hipona

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354 - 430

"...Costuma-se dizer: “Mereceu crer, porque era homem justo mesmo antes de crer”. Pode dizer isto a respeito de Cornélio, cujas esmolas foram aceitas e as orações ouvidas antes de crer em Cristo (At 10:4), mas ele não distribuía esmolas e orava privado totalmente de fé. Pois como podia invocar aquele no qual não acreditava? (Rm 10:14). E se pudesse obter a salvação sem a fé em Cristo, não lhe seria enviado o apóstolo Pedro como arquiteto para edificá-lo, já que se o Senhor não edificar a casa, é em vão que trabalham os que a edificam (Sl 127:1).

E ainda dizem: “A fé é obra nossa, e do Senhor tudo o mais que diz respeito às obras da justiça”, como se a fé não fizesse parte do edifício, como se, digo eu, o edifício não incluísse o alicerce. Mas se antes de mais nada e principalmente o inclui, em vão trabalha pela pregação edificando a fé, se o Senhor não a edificar interiormente pela misericórdia. Por isso, todo o bem praticado por Cornélio, antes de crer em Cristo, quando acreditou e depois de crer, tudo se há de atribuir a Deus, a fim de que ninguém se encha de orgulho."...

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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

O domingo foi preceituado não aos judeus, mas, aos cristãos - Agostinho de Hipona

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354 - 430

"...Ao contrário, não nos é mandado observar ao pé da letra o dia de sábado, no que se refere à suspensão da atividade corporal, como os judeus observam; observância literal que é tida por ridícula, a não ser que signifique também descanso espiritual. Entendemos, portanto, com razão, que todas essas coisas que nas Sagradas Escrituras nos são ditas figuradamente valem para inflamar o amor que temos ao repouso, visto que no Decálogo nos é proposto figuradamente apenas o preceito do descanso, que é amado em todas as partes e somente em Deus se encontra com certeza e santidade. O domingo foi preceituado não aos judeus, mas aos cristãos, em razão da ressurreição do Senhor; e desde esse momento ganhou solenidade, porque as almas de todos os santos descansam realmente antes da ressurreição dos corpos, porém não têm aquela atividade que vitaliza os corpos que lhes foram consignados. Essa atividade é o que significa o oitavo dia, que se confunde com o primeiro, já que não suspende mas glorifica esse descanso (...) Os santos patriarcas, cheios do espírito profético antes da ressurreição do Senhor, conheceram também esse sacramento do oitavo dia, que significa a ressurreição (...) Mas quando ocorreu a ressurreição no corpo do Senhor, para que antecedesse na Cabeça da Igreja o que o Corpo da mesma espera apenas para o final, já era possível começar a celebrar o oitavo dia, que é idêntico ao primeiro, isto é, o domingo."...

Agostinho de Hipona - Carta 55: resposta às perguntas de Jenaro 13,23; Obras Completas de Santo Agostinho, Tomo 8. Madri: Biblioteca de Autores Cristãos, 1986, pp. 368-369

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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Preparação para o dia do Senhor - George Swinnock

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1627-1673
"...Prepara-te para te encontrares com teu Deus, ó crente! recolhe-te ao teu quarto no sábado à noite, confessa e lamenta a tua infidelidade às ordens de Deus; envergonha-te e condena-te por teus pecados, roga a Deus que prepare o teu coração para os teus exercícios religiosos e te ajude nisso; passa algum tempo meditando sobre a infinita majestade, santidade, zelo e bondade do Deus, com Quem tens de tratar nos teus deveres sagrados; pondera o peso e a importância de suas santas ordenanças... reflete sobre a brevidade do tempo que te resta para desfrutar os domingos; e continua a meditar... até que o fogo se inflame; nem podes imaginar o bem que poderás obter por tais pensamentos, nem quão agradável e proveitoso será o dia do Senhor após tal preparação. Por assim dizer, o forno de teu coração, tendo cozido assim a massa durante a noite, poderá ser facilmente aquecido na manhã seguinte; as chamas que crepitavam tanto, quando te recolheste ao leito, serão mais facilmente atiçadas quando te acordares pela manhã. Se quiseres deixar assim o teu coração nas mãos de Deus, sábado à noite, haverás de encontrá-lo com Ele, na manhã do dia do Senhor."...

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quinta-feira, 3 de julho de 2014

O Dia do Senhor, um dia de descanso - Matthew Henry

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1662 - 1714

"...O dia de descanso é uma sagrada e divina instituição; mas devemos recebê-lo e adotá-lo como um privilégio e um benefício, não como uma tarefa ou uma carga enfadonha. Primeiro, Deus nunca planejou que o dia de descanso fosse uma imposição para nós, por isso não devemos transformá-lo em uma imposição... Segundo, Deus planejou-o para que fosse uma vantagem para nós, por isso devemos recebê-lo e aprimorá-lo... Ele teve consideração pelos nossos corpos, nessa instituição, para que possamos descansar... Ele teve muito mais consideração pelas nossas almas. Ele foi instituído como o dia de descanso, somente a fim de ser um dia de atividade santa, um dia de comunhão com Deus, um dia de louvor e ação de graças; assim, o descanso, depois de atividades seculares, é uma necessidade, a fim de podermos nos dedicar ao louvor e à ação de graças, passando todo o tempo nessas atividades, pública e particularmente... Vê-se aqui quão bom é o Senhor a quem servimos, porquanto a Ele pertencem todas essas instituições que visam ao nosso benefício."...

Matthew Henry - citado em J. I. Packer: Entre os Gigantes de Deus: Uma Visão Puritana da Vida Cristã - Editora Fiel, p. 259.
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No Dia do Senhor - Richard Baxter

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1615 - 1691

...Em minha juventude (...) um dos inquilinos de meu pai era o flautista da cidade, e o lugar das danças ficava a menos de cem metros de nossa porta; assim, no Dia do Senhor, não podíamos ler um capítulo da Bíblia, ou orar, ou entoar um hino, ou catequizar, ou instruir um servo, senão com o barulho da flauta, do tamborim e dos gritos que, da rua, chegavam continuamente aos nossos ouvidos; e... éramos alvos das zombarias de todos, sendo apelidados de puritanos, rigoristas ou hipócritas, porque preferíamos ler as Escrituras do que fazer o que eles faziam... E quando o povo, de acordo com o livro [isto é, a Declaração de 1633], recebeu permissão de folgar e dançar, exceto no horário do culto público, eles tinham tanta dificuldade em interromper suas diversões que, por muitas vezes, o leitor preferia esperar até que a flauta e os folgazões cessassem. Algumas vezes, os dançarinos folclóricos entravam nos templos, com todas as suas roupas, cachecóis e vestimentas extravagantes, com folclóricas sinetas sonindo, penduradas em suas pernas, e, assim que terminava a leitura da oração, eles se precipitavam de novo para as suas danças. Seria isso uma conduta celestial?"...

Richard Baxter - citado em J. I. Packer: Entre os Gigantes de Deus: Uma Visão Puritana da Vida Cristã - Editora Fiel, p. 256.
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Apresentação do 'Prática da Piedade'

O testemunho da Escritura é de que a Piedade é proveitosa para todas as coisas, residindo nela a promessa da vida que é, e da vida que há de vir [cf. 1 Timóteo 4:7,8].

E o que é Piedade?
É a qualidade de uma determinada prática de vida relacionada a Santidade pessoal, contrária às paixões carnais e mundanismo [Tito 2:11-13; 2 Pedro 3:10-12]. A palavra no original Grego do Novo Testamento, traz consigo o significado de uma ordeira e boa resposta do coração em reverência ao Senhor Deus. Uma outra forma de definir Piedade é descrevê-la como uma atitude pessoal para com o Senhor Deus, na forma de uma vida cujo objetivo é honrá-lO e agradá-lO.

A Piedade é proveitosa para a vida agora, conduzindo-nos em Cristo para toda a paz para com Deus, que nEle se pode receber; regozijo no Senhor, em nosso espírito, com todo prazer e alegria em Deus, nosso bom Pai e Salvador; contentamento para com os atos da Providência do Senhor. A Piedade não nos conduzirá a prosperidade, boa reputação, amigos, saúde ou tranquilidade - nada disto é prometido para o Piedoso; mas, quão maior é a felicidade de sabermos que o Piedoso será ouvido pelo Senhor em suas orações, e terá alegria nEle desde agora e para sempre! Na Piedade há promessa e esperança, de Cristo, em quem se esconde a vida do Crente, de estar unido com Cristo agora e por toda eternidade.

Nas palavras de Thomas Watson, "Como a jóia está para o anel, assim a Piedade está para a alma, ornando-a aos olhos de Deus. A Razão nos faz humanos; a Piedade nos faz anjos sobre a Terra; pela Piedade nós 'tomamos parte da natureza Divina' [2 Pedro 1:4]. A Piedade é mui próxima da glória: é 'glória e virtude' [2 Pedro 1:3]. A Piedade é a Glória em forma de semente; e a Glória é a Piedade em flor."

Assim, cremos, está mais do que justificado nosso desejo e obra em dedicar este Blog a tudo o que for útil e exemplar para nos exortar e dirigir na Prática da Piedade. Oh, Senhor, ajuda-nos, sustenta-nos, guia-nos e frutifica este trabalho!

Teologia e Pregação Reformada Experimental

O que é Teologia e Pregação Reformada Experimental? Muitas vezes chamado de Calvinismo Experimental ou Calvinismo Experiencial, se refere a uma tal forma de religião, construída sobre a Escritura Somente, fundamentada em Cristo Jesus, na qual, buscando-se incessantemente a Glória de Deus em todas as coisas, se testa ou prova, se exercita no conhecimento prático de toda Doutrina Bíblica. Entendemos que há uma vital relação entre a Teologia Prática e a Piedade; como a Escritura diz, é desejável e há regozijo e benção no exercício do Conhecimento da Verdade que é segundo a Piedade [Tito 1:1].

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