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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Jesus Cristo é Deus - Stephen Charnock

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1628 – 1680

"...Cristo tem uma natureza divina. Ele é mais do que um mero homem. Ele disse a Nicodemos: "Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu" (João 3:13). Note que Ele fala no tempo presente. Enquanto estava aqui na terra falando com Nicodemos, e possuindo uma natureza humana, estava ausente do céu, no que diz respeito a Sua natureza divina. João 1:10 diz: "Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele."

Ele estava no mundo como Deus antes de estar como homem. Além disso, Ele prometeu que "estaria presente com o seu povo todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mateus 28:20). Isso só é possível por causa da Sua onipresença, portanto, Ele é Deus.”...
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A Imutabilidade de Deus - Stephen Charnock

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1628 – 1680

"...I. EM QUE DEUS É IMUTÁVEL.

Deus é imutável em Sua essência. Deus é o primeiro ser. A Sua auto-existência prova a Sua imutabilidade. Já que Ele não deve a Sua existência a ninguém, então Ele não pode deixar de ser aquilo que Ele é. O fato dEle ser espírito, e não corpo, indica que Ele não está sujeito às mudanças físicas que um ser normal experimenta. O fato dEle ser o único independente e eterno espírito, indica que Ele é diferente dos espíritos criados, que são passíveis de mudança. Se Deus fosse sujeito a mudanças, estas poderiam ser para melhor ou para pior. Se fosse para melhor, então agora Ele não seria perfeito, e nem um Deus infinito. Se fosse para pior, Ele cessaria de ser perfeito. Em ambos os casos, as mudanças iriam corromper a Sua perfeição eterna e a Sua verdadeira deidade. Deus também não muda temporariamente para depois voltar ao seu estado original. Não há, de maneira alguma, mudança nem sombra de variação em Deus.

Deus é imutável em Seu conhecimento. Deus conhece todas as coisas assim como sempre as conheceu. Ele nunca ganhou conhecimento, pois não há nada que Ele não saiba. Seu conhecimento é perfeito e não pode mudar.

Se Deus fosse mutável, então Ele não seria digno da nossa confiança. Ele não seria um juiz competente para nada, e a verdade seria impossível de ser definida. Diferente do homem, cujo conhecimento é separado dele próprio, podendo crescer ou diminuir, o conhecimento de Deus é uma propriedade essencial do Seu ser. Ele conhece todas as coisas por um ato intuitivo. Assim como não há sucessão em Sua existência, assim também não há sucessão em Seu conhecimento. Ele compreende todas as coisas ao mesmo tempo, inclusive aquilo que chamamos de futuro.”...
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A adoração cerimonial do Velho Testamento foi transladada em Cristo - Stephen Charnock

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1628–1680
"...A adoração espiritual estava oculta sob o véu de uma espessa nuvem de objetos materiais, os quais tocavam os sentidos da carne. Este período é chamado de a "velhice da letra" (Romanos 7:6). Nele, "os filhos de Israel não olhavam firmemente para o fim daquilo que era transitório" (II Coríntios 3:13).

As cerimônias carnais nunca produziram no coração do homem um formato espiritual. Elas não podiam aperfeiçoar os adoradores nem purificar suas consciências. Assim como a sombra de um homem não pode fazer aquilo que ele faz, pois lhe falta a vida, assim também estas sombras podiam apenas apontar para um período ou administração melhor. Elas não podiam mudar os corações. Poderíamos até argumentar que estas cerimônias tendiam mais a impedir do que a encorajar a adoração espiritual, devido à fraqueza do povo. A preocupação com as coisas materiais acabou criando neles a expectativa de um Messias e um reino de ordem carnal. Aqui Israel tropeçou. Eles se engasgaram com a casca e perderam o melhor da fruta.

Deus testificou que não estava satisfeito com este tipo de adoração cerimonial, demonstrando muitas vezes o quanto estava cansado daquela instituição que Ele mesmo havia ordenado. De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o SENHOR? "Já estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; nem me agrado de sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes" (Isaías 1:11). Deus nunca teve a intenção de manter esta velha dispensação, mas mencionou que ela seria substituída por outra mais duradoura, ou seja, a nova aliança. O Senhor Jesus Cristo ratificou esta aliança em Sua obra de redenção.”...
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segunda-feira, 18 de março de 2013

A quebra do 2º Mandamento - Stephen Charnock

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1628–1680
"...I. Quando lemos do ser humano sendo feito à imagem de deus, entendemos que isso não se refere às suas faculdades físicas.

Apesar de tudo, nós compartilhamos de certas qualidades físicas com os animais, mas nenhum deles foi feito à imagem de Deus. Esta imagem se refere àquelas faculdades como a razão, entendimento, e um espírito imortal. Nossa alma é a faculdade que mais se aproxima a natureza de Deus.


II. É irracional se fazer qualquer imagem ou retrato de Deus.

A idolatria tenta fazer o impossível. A quem, pois, fareis semelhante a Deus, ou com que o comparareis? (Isaías 40: 18). Nada que seja corpóreo poderia representar de forma adequada uma substância espiritual. Somente Deus conhece perfeita e completamente a Si mesmo. Somente Ele é que pode revelar-se a si mesmo, mas não fez isso utilizando qualquer forma física. Nenhuma imagem esculpida ou pintada pode fazer justiça ao seu glorioso caráter. Qualquer tipo de representação é finita e incompleta. Por isso qualquer representação se torna uma má representação. Isso seria indigno dEle, e um verdadeiro insulto contra Ele.

Entretanto, o pecador caído é propenso a fazer uma representação de Deus. Desde o dilúvio os homens têm insistido em criar algumas imagens associadas à sua adoração religiosa. Isso é idolatria, sendo expressa e repetidamente condenada nas Santas Escrituras. Sendo nós, pois, geração de Deus, não havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens (Atos 17: 29).

Quando utilizamos uma imagem para adoração, acabamos adorando a própria imagem ou aquilo que ela representa. O primeiro é idolatria manifesta. O último é tolice, pois faz da imagem algo totalmente desnecessário.


III.  A doutrina da espiritualidade de Deus deveria governar todos os nossos conceitos a respeito dEle.

Deveríamos ficar felizes por não termos qualquer imagem ou retrato de Deus. Ele está muito acima de nós. Mas ainda assim Ele se inclina até nós a fim de nos revelar algumas coisas sobre si mesmo.

Deveríamos entender o quão vil é a idolatria. Nós negamos a espiritualidade de Deus quando atribuímos a Ele uma forma corpórea. Nós o rebaixamos ao tentar fazê-Lo à nossa própria imagem e semelhança. Em nossa mente nós limitamos aquilo que é infinito. Até mesmo o quadro mais bonito acaba depreciando a Sua glória. Não demora muito para os espectadores começarem a atribuir a Deus uma natureza corrupta. Mas o fato de Deus humilhar-se a si mesmo para atingir a nossa compreensão, usando figuras de linguagem, não nos dá o direito de rebaixá-Lo, pensando que Ele realmente existe daquela forma. As qualidades humanas atribuídas a Deus são mais adequadas a nossa fraqueza do que à Sua perfeição.


IV. Considere algumas inferências sobre esta doutrina.

Se Deus é Espírito, nenhum objeto corpóreo pode defini-Lo. Nenhuma impureza da carne pode entrar em contato com Ele.

Se Deus é Espírito, então Ele não se encontra atolado numa massa de tamanho e peso, mas é livre para agir, mesmo em nossas almas. Ele não se cansa por trabalhar demais. Quanto mais nos tornamos semelhantes a Deus, mais diligentes seremos em glorificá-Lo.

Se Deus é Espírito, Ele é imortal. Morte é separação. Desde que Deus é essencialmente um Espírito não composto, então não pode haver nenhuma separação nEle. Esta verdade serve de grande conforto para os filhos de Deus.

Se Deus é Espírito, então nós podemos ter comunhão com Ele em espírito. Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus (Salmos 51: 17). Portanto, precisamos ser renovados no espírito da nossa mente (Efésios 4: 23).

Se Deus é Espírito, somente Deus pode satisfazer o nosso espírito. Nada que seja de natureza física, pode realmente satisfazer um espírito faminto. Nós deveríamos ter um desejo ardente de Deus. Somente nEle é que encontramos descanso, contentamento, e plenitude.

Se Deus é Espírito, nós deveríamos cuidar melhor do nosso corpo e do nosso espírito. Muitas vezes nós vivemos como se a nossa constituição física fosse tudo para nós. O cristianismo faz com que o homem fique principalmente interessado em seu espírito.

Se Deus é Espírito, devemos ficar em alerta, especialmente contra os pecados do espírito. Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus (2 Coríntios 7: 1). Os pecados da carne são malignos, e dignos da ira eterna de Deus, mas os pecados do espírito são especialmente malignos, pois contaminam aquilo que é mais próximo entre Deus e nós. Os pecados da carne nos tornam semelhantes a bestas brutas, enquanto os pecados do espírito ao maligno. Assim como a espiritualidade é a raiz de outras perfeições em Deus (como listamos anteriormente), assim também a santidade de espírito, em nós, é a raiz de outras formas de obediência em nossa carne.”...
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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

AutoJustificação - Stephen Charnock

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...naturalmente é uma questão mais difícil afastar-se da auto-justificação do que afastar-se de pecados escandalosos; porque a auto-justificação está mais profundamente arraigada no suprimento do amor próprio, um princípio o qual não nos deixa, exceto se nossa vera natureza nos deixar. A auto-justificação tem mais argumentos para pleitear sua permanência; ela tem mesmo uma consciência natural patronando-a.
Enquanto um notório pecador fica mudo perante as reprovações, aquele que guarda a lei somente de forma externa tem o poderoso reforço da consciência natural em seu próprio peito.
Não foram os escadolosos pecados dos Judeus contra a luz da natureza, tanto quanto foi o estabelecimento de sua aparente justiça como um ídolo, que foi a barreira que os impediu de submeter-se a justiça de Deus [Romanos 10:8].

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segunda-feira, 9 de agosto de 2010
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“Essa é a principal forma de honrar a Deus. Não glorificamos tanto a Deus por meio de expressões elevadas de admiração, frases eloqüentes, cultos pomposos, quanto quando aspiramos viver para Ele com espíritos imaculados - vivendo para Ele e vivendo como Ele”


Stephen Charnock
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Apresentação do 'Prática da Piedade'

O testemunho da Escritura é de que a Piedade é proveitosa para todas as coisas, residindo nela a promessa da vida que é, e da vida que há de vir [cf. 1 Timóteo 4:7,8].

E o que é Piedade?
É a qualidade de uma determinada prática de vida relacionada a Santidade pessoal, contrária às paixões carnais e mundanismo [Tito 2:11-13; 2 Pedro 3:10-12]. A palavra no original Grego do Novo Testamento, traz consigo o significado de uma ordeira e boa resposta do coração em reverência ao Senhor Deus. Uma outra forma de definir Piedade é descrevê-la como uma atitude pessoal para com o Senhor Deus, na forma de uma vida cujo objetivo é honrá-lO e agradá-lO.

A Piedade é proveitosa para a vida agora, conduzindo-nos em Cristo para toda a paz para com Deus, que nEle se pode receber; regozijo no Senhor, em nosso espírito, com todo prazer e alegria em Deus, nosso bom Pai e Salvador; contentamento para com os atos da Providência do Senhor. A Piedade não nos conduzirá a prosperidade, boa reputação, amigos, saúde ou tranquilidade - nada disto é prometido para o Piedoso; mas, quão maior é a felicidade de sabermos que o Piedoso será ouvido pelo Senhor em suas orações, e terá alegria nEle desde agora e para sempre! Na Piedade há promessa e esperança, de Cristo, em quem se esconde a vida do Crente, de estar unido com Cristo agora e por toda eternidade.

Nas palavras de Thomas Watson, "Como a jóia está para o anel, assim a Piedade está para a alma, ornando-a aos olhos de Deus. A Razão nos faz humanos; a Piedade nos faz anjos sobre a Terra; pela Piedade nós 'tomamos parte da natureza Divina' [2 Pedro 1:4]. A Piedade é mui próxima da glória: é 'glória e virtude' [2 Pedro 1:3]. A Piedade é a Glória em forma de semente; e a Glória é a Piedade em flor."

Assim, cremos, está mais do que justificado nosso desejo e obra em dedicar este Blog a tudo o que for útil e exemplar para nos exortar e dirigir na Prática da Piedade. Oh, Senhor, ajuda-nos, sustenta-nos, guia-nos e frutifica este trabalho!

Teologia e Pregação Reformada Experimental

O que é Teologia e Pregação Reformada Experimental? Muitas vezes chamado de Calvinismo Experimental ou Calvinismo Experiencial, se refere a uma tal forma de religião, construída sobre a Escritura Somente, fundamentada em Cristo Jesus, na qual, buscando-se incessantemente a Glória de Deus em todas as coisas, se testa ou prova, se exercita no conhecimento prático de toda Doutrina Bíblica. Entendemos que há uma vital relação entre a Teologia Prática e a Piedade; como a Escritura diz, é desejável e há regozijo e benção no exercício do Conhecimento da Verdade que é segundo a Piedade [Tito 1:1].

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