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segunda-feira, 18 de maio de 2015

O bem obtido pelas tentações - John Welch

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1568 – 1622

No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.
Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.” [Efésios 6:10-11]
“…Primeiro. Através das tentações Ele vos fará confessar os pecados da mocidade, assim como fez Jó, os quais de outro modo amais vos lembraríeis nem vos arrependeríeis deles. Pelas tentações, portanto, Ele os traz à vossa memória, fazendo-vos lamentar por eles, e não vos dará descanso até que alcanceis remissão. Pois se não tivésseis conhecimento deles nem tivésseis vos arrependido deles, jamais teríeis experimentado perdão. Porque sem conhecimento não há lembrança, sem lembrança não há arrependimento e sem arrependimento não há remissão ou perdão. E, a menos que sejais perdoados nesta vida, jamais vereis a vida eterna. Portanto, ao vos fazer lembrar dos pecados da vossa mocidade, o Senhor visa nisso ao vosso bem-estar.
Em segundo lugar, o Senhor permite que pelas tentações vejais em vós um mundo de iniquidades, que vejais que dentro de vós á pecado suficiente para condenar um mundo inteiro, quanto mais a vós mesmos que sois apenas um único indivíduo. Pelas tentações, portanto, o Senhor traz à tona os monstros secretos que estão à espreita em vossos corações, e que vos devorariam de imediato, se lhes fosse permitido.
Em terceiro lugar, pelas tentações o Senhor permite que vejais a amargura do pecado que provoca a ira de Deus contra vós, e que, ao contemplardes isso, tenhais o cuidado de não vos precipitardes novamente no fogo, recalcitrando contra os aguilhões, e vos lançardes nas mãos de um Deus irado, que é um fogo devorador.
Em quarto lugar, sem as tentações não seria possível manter os vossos corações humildes, e se não tivésseis sido objeto de tantas graças estaríeis inchados e inflados de soberba. Se não fossem as múltiplas tentações que Deus envia adrede, o orgulho vos tragaria, pois as tentações são como fissuras no coração que deixam vazar por elas a ventosidade do orgulho.
Em quinto lugar, pelas tentações Deus fará com que os homens tomem conhecimento de suas próprias fraquezas para que, ao contemplarem as suas iniquidades, possam colocar a sua confiança somente em Deus, e para que possam ver que é somente pela graça que conseguem permanecer de pé, e para que, ao caírem, vejam que caíram por causa de si mesmos; nisso são ensinados a renunciarem ao ego e a colocarem a sua fé e confiança somente em Deus.
Em sexto lugar, se não fosse pelas tentações apodreceríamos em nossos pecados, nem sequer nos cingiríamos da nossa armadura e adormeceríamos com o resto do mundo. Assim é, portanto, que o Senhor nos manda as tentações com o propósito de nos manterem alertas e despertos, para nos fazerem tomar e usar a nossa armadura e para purificarmos diariamente os nossos corações pela fé no Senhor Jesus Cristo.
Em sétimo e último lugar, é pelas tentações que Deus multiplica sobre nós a Sua graça e diz: “meu poder se aperfeiçoa na [tuafraqueza”. Deus não permitirá que sejamos tentados além das nossas forças, pois assim como se renovam as batalhas, a Sua graça também se renova em nós, e é com esse propósito que Ele faz isso: para que possamos ver que as graças do presente são apenas suficientes para cada dia. Portanto, precisamos diariamente da graça fortalecedora e corroboradora, que nos faça crescer diariamente em graça até que alcancemos a perfeição, que não é nesta vida. São essas a maioria das razões pelas quais o Senhor permite que os Seus sejam tentados enquanto estão nesta vida.”…
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John Welch – The Christian Warfare (A Batalha Cristã)
Tradução – Isaías LobãoFonte – Monergismo
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Aprendendo a batalhar com Cristo - John Knox

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1514 – 1572


Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” [Mt 4:4]
“…Aprenderemos, agora, com quais armas devemos lutar contra tais inimigos e assaltos, na resposta de Jesus: “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus“.
A resposta de Cristo prova aquilo que estivemos mencionando antes, pois a menos que o propósito de Satanás tenha sido demover Cristo de toda esperança na providência misericordiosa de Deus concernente a Ele, naquela sua necessidade, Cristo não respondeu diretamente às palavras de Satanás: “ordene que estas pedras se transformem em pães” (Mt.4:3). Mas Jesus Cristo, percebendo sua astúcia e malícia sutis, respondeu diretamente ao significado delas, desconsiderando suas palavras. Nesta resposta Satanás foi tão frustrado, que teve vergonha de replicar além, sobre este assunto.
Mas para que você entenda melhor o significado da resposta de Cristo, a expressaremos em outras palavras: “Você labora“, Cristo diria, “em trazer ao meu coração dúvida e suspeita com relação a promessa de meu Pai, que foi publicamente proclamada no meu batismo, por causa da minha fome e da carência de toda provisão carnal. Você é audacioso em afirmar que Deus não cuida de mim. Mas você é enganador e sofista corrupto, e seu argumento é vão e repleto de blasfêmias; pois você vincula o amor, misericórdia e providência de Deus, a ter ou carecer da provisão carnal, o que não nos é ensinado em nenhuma parte das Escrituras de Deus, mas antes, elas expressam o contrário. Como está escrito ‘Nem só de pão…’, ou seja, a vida e a felicidade do homem não consistem na abundância de coisas corpóreas, pois a possessão delas não abençoa ou torna feliz o homem, nem a falta delas é a causa da sua miséria final; mas a vida do homem consiste em Deus e nas suas promessas, e os que nelas se apegam sinceramente, viverão a vida eterna. E embora todas as criaturas na terra o desamparem, sua vida corpórea não perecerá até que o tempo apontado por Deus chegue. Pois Deus tem meios para alimentar, preservar e manter, ignorados pela razão humana e contrários ao curso comum da natureza. Ele alimentou seu povo Israel no deserto quarenta anos sem provisão humana. Ele preservou Jonas na barriga do grande peixe e manteve e guardou os corpos dos seus três filhos (Sadraque , Mesaque e Abede-Nego) no fogo da fornalha. A razão e o homem natural não viam saída nestes casos, a não ser destruição e morte, e julgariam que Deus havia retirado o Seu cuidado destas suas criaturas; e todavia, sua providência foi mais zelosa em relação a eles no limite dos perigos que enfrentaram, dos quais Ele os libertou de tal forma (e durante os assistiu), que sua glória, que é sua misericórdia e bondade, apareceu e sobressaiu-se mais, depois de seus problemas, do que se eles tivessem sucumbindo neles. E por esta razão, eu não meço a verdade e favor de Deus pelo fato de ter ou não necessidades físicas, mas pela promessa que Ele fez para mim. Assim como Ele é imutável, também são a sua palavra e promessa, as quais, Eu creio, me apego e sou fiel, independentemente do que possa vir externamente ao corpo”.
Nesta resposta de Cristo podemos discernir quais armas devem ser usadas contra nosso adversário, o diabo, e como devemos refutar seus argumentos, que, com astúcia e malícia, ele faz contra os eleitos de Deus. Cristo poderia ter repelido Satanás com uma palavra ou pensamento, ordenando-o calar, como Aquele a quem todo poder foi dado no céu e na terra. Mas foi agradável a sua misericórdia, nos ensinar como usar a espada do Espírito Santo, que é a palavra de Deus, na batalha contra nosso inimigo espiritual. O texto da Escritura mencionado por Cristo, encontra-se no oitavo capítulo de Deuteronômio. Foi dito por Moisés, um pouco antes de sua morte, para firmar o povo na misericordiosa providência de Deus; pois no mesmo capítulo, e em outros depois deste, ele avalia a grande luta, os diversos perigos e as necessidades extremas que eles tiveram que suportar no deserto, no período de quarenta anos; e quão constante Deus tinha sido em mantê-los e em cumprir sua promessa, conduzindo-os através de todos os perigos até a terra prometida. E assim, este texto da Escritura responde, mais diretamente, às tentações de Satanás, pois Satanás raciocina deste modo(como mencionei antes): “Tu estás em pobreza e não tens provisão para sustentar tua vida. Isto prova que Deus não considera e nem toma conta de Ti, como Ele faz com os seus filhos escolhidos“, Jesus Cristo responde: “Teu argumento é falso e vão, pois pobreza ou necessidade não excluem a providência ou cuidado de Deus, os quais são facilmente provados pelo exemplo do povo de Israel, que no deserto, muitas vezes, necessitou de coisas necessárias ao sustento da vida e, por carecerem delas, invejaram e murmuraram. Apesar disto, o Senhor nunca retirou deles seu cuidado e providência, mas, em conformidade ao que uma vez falou, a saber, que eles eram seu povo peculiar, e em conformidade a promessa feita a Abraão e àqueles que saíram do Egito, Ele continuou sendo seu guia e condutor, até que os colocou na tranqüila possessão da terra de Canaã, não obstante a grande debilidade e as diversas transgressões do seu povo“.
Assim, nós somos ensinados, por Jesus Cristo, a repulsar Satanás e seus assaltos pela palavra de Deus e a aplicar os exemplos de sua misericórdia, mostrada a outros antes de nós, para nossa alma nas horas de tentação e nos tempos de nossas tribulações; pois aquilo que Deus faz a alguém em determinada época, cabe a todos que confiam e dependem Dele e nas suas promessas. Por esta razão, por mais que sejamos assaltados pelo nosso adversário Satanás, encontramos, na Palavra de Deus, armadura e armas suficientes.”…
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John Knox – Select Practical Writings, p.245 (Sermon – On Christ Temptations in the Wilderness)
Fonte – Monergismo
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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O bom exemplo do Maligno - Joseph Caryl

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1602 – 1673

Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;” (1Pedro 5.8).

"...Se Satanás é tão diligente em tentar-nos, deveríamos ser sempre igualmente diligentes em vigiar para impedir as suas tentações. O Sr. Latimer, num dos seus sermões, no qual censura a preguiça do clero, especialmente a dos bispos daqueles dias, propõe-lhes o exemplo dos profetas e dos apóstolos, além do exemplo do próprio Cristo, cuja diligência em pregar deveria estimular àqueles preguiçosos. Mas, disse-lhes, se não quiserem seguir o exemplo dos santos, sigam o de Satanás, que anda sem cessar para cá e para lá na diocese dele. Considerem o seu exemplo em fazer o mal, para que saibam como fazer o bem. Neste ponto, podemos levar em conta o exemplo do Maligno: devemos nos dispor a fazer o bem, do mesmo modo que ele se dispõe a fazer o mal; devemos estar alertas contra ele, assim como ele está contra nós. Se ele se  ocupa em andar pelo mundo a fim de devorar almas, então, aonde andarmos no mundo, seja aqui ou acolá, devemos guardar cuidadosamente a nossa alma e ganhar a alma dos outros."...

Joseph Caryl - Bible Thoughts. Ingram Cobbin (org.), Soli Deo Gloria Publications, 1995 (reimp.)

Tradutor: Marcos Vasconcelos
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Tentações de Satanás - Theodore Beza

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1519 - 1605

"...Vamos, portanto, aprender a contestar de maneira diferente, o argumento de Satanás supracitado: 'Você diz, Satanás, que Deus é perfeitamente justo e vingador de toda a iniquidade'; eu creio nisto. Mas eu acrescento outra propriedade de Sua justiça que você deixou de lado: visto que Ele é justo, Ele se satisfez em ter sido pago uma vez. Em seguida você diz que eu tenho uma multidão de iniquidades e que, portanto, mereço morte eterna; eu creio nisto. Mas acrescento o que você, maliciosamente, omitiu: as iniquidades que estão em mim, foram de forma cabal, vingadas e punidas em Jesus Cristo que suportou o julgamento de Deus em meu lugar (Rm 3:25, 1 Pe 2:24). Daí porque, eu chego a uma conclusão completamente diferente da sua. Desde que Deus é justo (Rm 3:26) e não requer duplo pagamento; desde que Jesus Cristo, Deus e homem (2 Co 5:19), satisfez por Sua infinita obediência (Rm 5:19; Fp 2:8), a infinita majestade de Deus (Rm 8:33), segue-se então, que minhas iniquidades não podem mais levar-me à ruína (Cl 2:14); elas já foram removidas da minha conta, pelo sangue de Jesus Cristo que foi feito maldição por mim (Gl 3:13), e sendo justo, morreu pelos injustos (1 Pe 2:24). Logo após, é certo que Satanás saberá bem colocar, diante de nossos olhos, nossas aflições e especialmente a morte (Rm 5:12). Ele alegará que elas são testemunhas que nos mostram que Deus não perdoou nossos pecados. Mas argumentaremos que: primeiro, embora toda aflição e morte tenham entrado no mundo pelo pecado, Deus nem sempre tem em vista os nossos pecados quando Ele nos aflige. Nós deduzimos isto da história de Jó e em outras passagens (Jo 9:3; 1 Pe 2:19; 3:14; Tg 1:2). Mas Ele tem vários propósitos que visam a Sua glória e o nosso benefício, como explicaremos mais tarde. Por outro lado, quando Deus aflige os Seus por seus pecados, mesmo quando Ele chega a fazê-los sentir as dores da morte (Jó 13:15), Ele não está irado contra eles, como um juiz, para condená-los, mas como um Pai que está disciplinando Seus filhos para livrá-los da destruição (2 Co 6:9; Hb 12:6; 2 Sm 7:14), ou para dar exemplo a outros (2 Sm 12:13,14)."...

Theodore Beza - The Christian Faith ( capítulo 4, seções 1-13) 

Fonte - Reformados do Século XVI
Tradução - 
Rev. Paulo Anglada
Revisão - Rev. Ewerton B. Tokashiki
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Apresentação do 'Prática da Piedade'

O testemunho da Escritura é de que a Piedade é proveitosa para todas as coisas, residindo nela a promessa da vida que é, e da vida que há de vir [cf. 1 Timóteo 4:7,8].

E o que é Piedade?
É a qualidade de uma determinada prática de vida relacionada a Santidade pessoal, contrária às paixões carnais e mundanismo [Tito 2:11-13; 2 Pedro 3:10-12]. A palavra no original Grego do Novo Testamento, traz consigo o significado de uma ordeira e boa resposta do coração em reverência ao Senhor Deus. Uma outra forma de definir Piedade é descrevê-la como uma atitude pessoal para com o Senhor Deus, na forma de uma vida cujo objetivo é honrá-lO e agradá-lO.

A Piedade é proveitosa para a vida agora, conduzindo-nos em Cristo para toda a paz para com Deus, que nEle se pode receber; regozijo no Senhor, em nosso espírito, com todo prazer e alegria em Deus, nosso bom Pai e Salvador; contentamento para com os atos da Providência do Senhor. A Piedade não nos conduzirá a prosperidade, boa reputação, amigos, saúde ou tranquilidade - nada disto é prometido para o Piedoso; mas, quão maior é a felicidade de sabermos que o Piedoso será ouvido pelo Senhor em suas orações, e terá alegria nEle desde agora e para sempre! Na Piedade há promessa e esperança, de Cristo, em quem se esconde a vida do Crente, de estar unido com Cristo agora e por toda eternidade.

Nas palavras de Thomas Watson, "Como a jóia está para o anel, assim a Piedade está para a alma, ornando-a aos olhos de Deus. A Razão nos faz humanos; a Piedade nos faz anjos sobre a Terra; pela Piedade nós 'tomamos parte da natureza Divina' [2 Pedro 1:4]. A Piedade é mui próxima da glória: é 'glória e virtude' [2 Pedro 1:3]. A Piedade é a Glória em forma de semente; e a Glória é a Piedade em flor."

Assim, cremos, está mais do que justificado nosso desejo e obra em dedicar este Blog a tudo o que for útil e exemplar para nos exortar e dirigir na Prática da Piedade. Oh, Senhor, ajuda-nos, sustenta-nos, guia-nos e frutifica este trabalho!

Teologia e Pregação Reformada Experimental

O que é Teologia e Pregação Reformada Experimental? Muitas vezes chamado de Calvinismo Experimental ou Calvinismo Experiencial, se refere a uma tal forma de religião, construída sobre a Escritura Somente, fundamentada em Cristo Jesus, na qual, buscando-se incessantemente a Glória de Deus em todas as coisas, se testa ou prova, se exercita no conhecimento prático de toda Doutrina Bíblica. Entendemos que há uma vital relação entre a Teologia Prática e a Piedade; como a Escritura diz, é desejável e há regozijo e benção no exercício do Conhecimento da Verdade que é segundo a Piedade [Tito 1:1].

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