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segunda-feira, 17 de março de 2014

A Necessidade da Provação - Martinho Lutero

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1483 - 1546

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Estas, pois, são as nações que o SENHOR deixou ficar, para por elas provar a Israel, a saber, a todos os que não sabiam de todas as guerras de Canaã.

"...Quem está livre de provação por uma hora sequer? Não quero falar das provações da adversidade, que são incontáveis. Pois também isto é a provação mais perigosa: quando não há provação, e tudo está e anda bem; que então a pessoa não se esqueça de Deus, fique livre demais e abuse da temporada feliz. Sim, então sua necessidade de invocar o nome de Deus é dez vezes maior do que na adversidade. Assim, também Moisés se preocupou com a possibilidade de seu povo abandonar o mandamento de Deus por nenhuma outra razão senão por estar de barriga cheia demais, como ele diz em Dt 32.15: "Meu querido povo ficou rico, empanturrado e gordo; por isso se voltou contra o seu Deus." Por isso Deus também fez com que permanecessem muitos dos seus inimigos e não os quis expulsar, para que tivessem de se exercitar no cumprimento dos mandamentos de Deus, conforme está escrito em Jz 3.1s. Da mesma maneira age também conosco ao nos infligir toda sorte de infortúnios, para nos ensinar e impelir a honrar e invocar o seu nome, a ganhar confiança e fé nele e, desta forma, cumprir os dois primeiros mandamentos"...

Martinho Lutero - Obras Selecionadas Vol. 2. Ed. Sinodal, 2005, (O capítulo 15 da Primeira Carta de S. Paulo aos Coríntios), p. 120

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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A justiça de Cristo absorve todos os pecados - Martinho Lutero

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1483 - 1546

"...Pela fé em Cristo, portanto, a justiça de Cristo se torna nossa justiça, e, com ela, é nosso tudo que é de Cristo, sim, ele próprio torna-se nosso, Por essa razão, o apóstolo a chama “justiça de Deus”, na Epístola aos Romanos 1.17: “A justiça de Deus é revelada no evangelho, como está escrito: o justo vive da fé!” E mais: Refere-se à fé como sendo tal Justiça. Finalmente semelhante fé também é chamada de justiça de Deus, no capítulo terceiro da mesma carta: “Concluímos que o homem é justificado pela fé.” (Romanos 3.28). Esta é a justiça infinita e que absorve todos os pecados num instante, pois é impossível que haja pecado em Cristo; antes, quem crê em Cristo, está apegado a ele, e é uma coisa só com Cristo, compartilhando com ele a mesma justiça. Por isso é impossível que nele continue havendo pecado. E essa justiça é a primeira, é o fundamento, causa, origem de toda justiça própria ou de conduta. Porque de fato a mesma é concedida em lugar da justiça original, perdida em Adão, e realiza aquilo, sim, muito mais do que aquela justiça original teria conseguido realizar."...

Sermão publicado pela primeira vez em 1519, na casa editora de Johann Grünenberg

Martinho Lutero - Obras selecionadas de momentos decisivos da Reforma. Trad. Walter O. Schlupp. Porto Alegre: Concórdia & São Leopoldo: Sinodal, 1984. pp. 65-73.

Fonte - e-cristianismo
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O Amor que excede todo conhecimento - Martinho Lutero

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1483 - 1546


"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus," 
[Filipenses 2:5-6]

"...Isto é o que diz o tema anteposto: “Tenham em vocês o mesmo sentimento etc.” (Fl 2.5); isto é, que tenham a mesma atitude e sentimento um para com o outro como vêem que Cristo os teve em relação a vocês. Como isto? “Ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, etc.” A forma de Deus não é chamada aqui de essência de Deus, porque desta Cristo nunca se despojou; de igual modo também a “forma de servo” não pode ser chamada de essência humana; e sim, “forma de Deus” é sabedoria, poder, justiça, bondade, e ainda liberdade, assim como Cristo foi um homem livre, forte, sábio, sujeito a ninguém, nem ao vício nem ao pecado, como são todos os seres humanos (pois ele era superior naquelas formas que cabem principalmente a Deus). Mesmo assim ele não se ensoberbeceu desta qualidade, não agradou a si mesmo, tampouco se enfastiou com os outros nem desdenhou os que eram servos e estavam sujeitos a diversos males, como aquele fariseu que disse: “Graças te dou, que não sou como as outras pessoas” (Lc 18.11), que se alegrava com o fato de os outros serem miseráveis, não querendo de forma alguma que eles fossem semelhantes a ele. Essa é a usurpação que a pessoa se arroga, sim, com a qual ela guarda o que tem e não o atribui exclusivamente a Deus (a quem pertencem esta coisas), nem serve aos outros com as mesmas, para fazer‑se igual aos outros. Assim querem ser como Deus, suficientes em si mesmos, autocomplacentes, gloriando-se a si mesmos, sem dever nada a ninguém, etc. Cristo, porém, não teve esta atitude, não é assim que ele foi “sábio”, e sim, aquela forma divina ele a atribuiu ao Pai, e se esvaziou a si mesmo, não querendo utilizar aqueles títulos frente a nós, não querendo ser diferente de nós; sim, antes ele se tornou para nós como um de nós e aceitou a forma de servo (isto é, sujeitou-se a todos os males). Mesmo sendo livre, como também diz o apóstolo (1 Coríntios 9.19), se fez servo de todos, não agindo de outra forma senão como se fossem seus todos esses males que eram nossos. Por isso ele tomou sobre si nossos pecados e castigos e agiu de forma tal que os vencesse como que para si mesmo, sendo que na realidade ele os venceu para nós. Com respeito a nós, ele poderia ser nosso Deus e Senhor. Ainda assim não o quis, mas preferiu tornar-se nosso servo, como diz Romanos 15.3: “Não devemos agradar a nós mesmos”, pois também Cristo não se agradou a si mesmo. Mas, como está escrito, “as injúrias dos que te ultrajam caem sobre mim” (Sl 69.9), que expressa o mesmo que a sentença acima."...

Sermão publicado pela primeira vez em 1519, na casa editora de Johann Grünenberg

Martinho Lutero - Obras selecionadas de momentos decisivos da Reforma. Trad. Walter O. Schlupp. Porto Alegre: Concórdia & São Leopoldo: Sinodal, 1984. pp. 65-73.

Fonte - e-cristianismo
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Consequências graduais do Pecado - Martinho Lutero

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1483 - 1546

"...Aprendamos, pois, que esta é a natureza do pecado; a menos que Deus proveja imediatamente uma cura e chame de volta o pecador, ele foge interminavelmente de Deus e, escusando-se com mentiras, acumula pecado sobre pecado até chegar à blasfêmia e ao desespero. Assim o pecado, por sua gravitação, sempre traz consigo outro pecado e leva à destruição eterna, até que, finalmente, a pessoa pecadora preferirá acusar Deus a reconhecer o seu próprio pecado."...

Martinho Lutero - citado por Steve Lawson em Fundamentos da Graça - Editora Fiel - p. 80

Fonte (Facebook) - Revista Monergista
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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Como encarar a Morte - Martinho Lutero

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1483 - 1546

"...Você não deve encarar a morte em si mesma, nem em você ou em sua natureza. Tampouco, naqueles que foram mortos pela ira de Deus e vencidos pela morte. Se você fizer isso, está perdido e é derrotado juntamente com eles. Ao contrário, você tem que desviar energicamente seus olhos, os pensamentos de seu coração e todos os seus sentidos dessa imagem. Deve encarar a morte com ânimo e cuidado apenas naqueles que morreram na graça de Deus e derrotaram a morte, sobretudo em Cristo, depois em todos os seus santos. 

Nessas imagens, a morte não vai parecer horrível e aterradora para você, mas sim desprezada e morta, sufocada na vida e derrotada. Pois Cristo não é nada mais do que pura vida, e seus santos também. Quanto mais profunda e intensamente você gravar essa imagem e a encarar, tanto mais diminuirá a imagem da morte. Ela desaparecerá por si mesma, sem luta e sem briga. Assim, o seu coração encontrará paz e poderá morrer tranqüilamente com Cristo e em Cristo. Assim está escrito em Apocalipse 14.13

"Bem-aventurados são os que morrem no Senhor Cristo". 

Números 21.6 aponta para isso: quando mordidos pelas cobras venenosas, os filhos de Israel não precisavam combatê-las; apenas tinham que olhar para a serpente morta de bronze. Então as cobras vivas caíam por si mesmas e morriam. Da mesma forma você deve preocupar-se apenas com a morte de Cristo. Então encontrará a vida. Mas se você encarar a morte em outro lugar, ela o mata com grande agitação e tormento. Por isso Cristo diz: "No mundo vocês terão inquietação. Em mim, porém, terão a paz" (João 16.33)."...

Martinho Lutero  - Consolo no sofrimento - Editora Sinodal, p. 15-16.

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sábado, 20 de julho de 2013

A Doutrina do Magistrado Civil - Martinho Lutero

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1483-1546
"...Desta maneira usaram a espada todos os santos desde o início do mundo, Adão e seus descendentes. Foi assim que Abraão a usou quando salvou o sobrinho Ló, vencendo os quatro reis, (Gn 14.15), apesar de ser um homem completamente evangélico. Assim também Samuel, o santo profeta, derrotou o rei Agague, (sc. 1 Sm 15.33) e Elias, os profetas de baal, (sc. 1Rs 18.40). Da mesma maneira usaram da espada Moisés, Josué, os filhos de Israel, Sansão, Davi e todos os reis e príncipes do Antigo Testamento; também Daniel e seus companheiros Hananias, Azarias e Misael na Babilônia, idem José no Egito, etc. Se, porém, alguém quisesse argumentar que o Antigo Testamento foi abolido e que não vale mais e que por isso não se poderia mais apresentar tais exemplos aos cristãos, eu respondo: Não é assim. Pois S.Paulo diz em 1 Co 10:3: "Comeram o mesmo manjar espiritual e beberam a mesma bebida espiritual da rocha, que é Cristo, como nós". Isso significa que tiveram o mesmo Espírito e fé em Cristo que nós temos e foram cristãos assim como nós. O que, pois, foi correto para eles, é também correto para todos os cristãos desde o princípio até o fim do mundo. Pois a época e o modo exterior de viver não faz diferença entre os cristãos.”...

Martinho Lutero - Obras Selecionadas - vol. 6 (Ética: Fundamentação da Ética Política, Governo, Guerra dos Camponeses, Guerra Contra os Turcos, Paz Social.) - p. 90-91, Editora Sinodal, Concórdia Editora LTDA.

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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Sobre o Magistrado Civil - Martinho Lutero

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1483-1546
"...Da autoridade secular, até que ponto se lhe deve obediência. Em primeiro lugar,temos que fundamentar bem o direito e a espada secular para que ninguém duvide que ela existe no mundo por vontade e ordenação de Deus. As palavras que fundamentam são: Rm 13.1,2: 'Toda alma esteja submissa ao poder e à autoridade, pois não há poder que não seja de Deus: onde quer que haja poder ele foi ordenado por Deus. Quem, pois, resistir ao poder, resisti à ordenação de Deus. Quem, todavia, resiste à ordenação de Deus, este atrai sobre si a condenação'. Idem 1 Pe 2.13: 'Sede submissos a toda ordem humana, seja ao rei, como o mais nobre, ou a seus procuradores que são por eles enviados para castigar os maus e recompensar os piedosos'. O direito dessa espada existiu desde o começo do mundo. Pois quando Caim matou Abel, teve tanto medo de que também o matassem que Deus, inclusive, proibiu isso expressamente e tornou sem efeito a espada para que ninguém o viesse a matar. Não teria tido esse medo, caso não tivesse visto e ouvido desde Adão que se deve matar os assassinos. Além disso, Deus reintroduziu essa lei expressamente após o dilúvio e confirmou ao dizer em Gn 9.6: 'Se alguém derramar sangue humano, o seu será, por sua vez, derramado pelo homem'. Isso não pode ser compreendido no sentido de ser um flagelo ou castigo que haveria de cair sobre o assassino da parte Deus; pois muitos assassinos continuam vivos por pagarem fiança ou por serem favorecidos e morrem sem a espada. Diz-se aí a respeito do direito da espada que um assassino é réu de morte e que pelo direito deve ser morto. Agora, se a justiça for impedida e se a espada é morosa, de sorte que o assassino venha falecer de morte natural, nem por isso a Escritura esta errada ao dizer: 'Quem derramar sangue humano há que se derramar seu sangue pelo homem'. Pois é culpa ou iniciativa do homem caso o direito ordenado por Deus não for cumprido, da mesma forma como também são transgredidos outros mandamentos de Deus. No mais, também foi confirmado pela Lei de Moisés, Êx 21.14: 'Quem matar alguém propositalmente, a esse arrancarás do meu altar, para que seja morto'. E ali se lê segunda vez: 'Corpo por corpo, olho por olho, dente por dente, pé por pé, mão por mão, ferida por ferida, galo por galo'. Também Cristo o confirma, quando disse a Pedro no jardim: 'Quem tomar a espada,pela espada morrerá' (Mt 26.52), o que deve ser entendido no mesmo sentido de Gn 9.6: 'Quem derramar sangue humano,etc.' Com esta palavra Cristo aponta, sem dúvida, para aquela passagem e com ela cita aquela palavra e quer tê-la confirmada. Do mesmo modo ensinou também João Batista; quando os soldados perguntaram pelo que deveriam fazer,respondeu: 'A ninguém maltrateis nem façais injustiça, e contentai-vos com vosso soldo.' (Lc 3.14). Se a espada não fosse uma instituição divina, teria que ordenar-lhes que se distanciassem dela, pois sua finalidade era a de levar o povo à perfeição e de instruí-lo cristãmente. Portanto, é certo e suficientemente esclarecido que é da vontade de Deus que a espada e o direito secular sejam usados para castigar os maus e proteger os piedosos.”...

Martinho Lutero - Obras Selecionadas - vol. 6 (Ética: Fundamentação da Ética Política, Governo, Guerra dos Camponeses, Guerra Contra os Turcos, Paz Social.) - p. 82, 83, Editora Sinodal, Concórdia Editora LTDA.

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segunda-feira, 25 de março de 2013

O filho da perdição - Martinho Lutero

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1483-1546
"...Oh, Cristo, meu Senhor, olhe para nós e nos traga Teu dia de juízo, e destrua a geração de Satã em Roma. Lá senta-se o Homem, de quem o apóstolo Paulo falou (2 Ts 2: 3,4), o qual se oporá e se levantará acima de tudo o que se chama Deus – o homem do pecado, o filho da perdição...ele suprime a lei de Deus e exalta seus mandamentos acima dos mandamentos de Deus.”...

Martinho Lutero - First Principles, p. 94

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terça-feira, 19 de março de 2013

O Papa é o Anticristo - Martinho Lutero

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1483-1546
"...Sabendo que o papa é o Anticristo, considero-o um diabo encarnado… Realmente, o reinado do papa é um enorme desafio ao poder de Deus e é contra a humanidade… É uma blasfêmia monstruosa uma criatura humana presumir e exaltar-se na Igreja acima de Deus.”(...)

"(...) Não consigo imaginar como possa haver paz entre nós e os papistas, pois em nada concordamos. É uma guerra eterna, exatamente como a que existe entre a semente da mulher e a velha serpente. Quando os reis temporais estão exaustos da guerra, eles fazem uma trégua mais ou menos suportável. Em nosso caso, porém, não pode haver concessões. Não podemos nos afastar do Evangelho, assim como eles não desistem da sua idolatria e blasfêmia. O diabo não tolera que os seus pés sejam desviados, assim como Cristo não permite que a pregação de Sua Palavra seja impedida. Desse modo, não posso ver possibilidade alguma de trégua ou paz entre Cristo e Belial.”...

Martinho Lutero - Talk Table, p. 195 / 201-202

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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O Pecado de Onã - Martinho Lutero

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Onã deve ter sido um canalha malicioso e incorrigível. Pois este é um pecado excessivamente vergonhoso. É muito mais atroz do que o incesto ou o adultério. É correto chamar isto de prostituição, sim, de um pecado de Sodomia. Porque Onã vai até ela; ou seja, ele se deita com ela e copula, e quando chega ao ponto da inseminação, ele derrama o sémen, evitando que a mulher conceba. Certamente, neste momento, a ordem da natureza estabelecida por Deus na procriação deveria ser seguida.
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Mas Onã foi inflamado com o mais vil rancor e ódio.
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Consequentemente, ele mereceu ser morto por Deus. Ele cometeu um ato maligno. Então Deus o puniu.
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Este homem sem valor se recusou a exercer o amor. Ele preferiu contaminar-se com um pecado mais vergonhoso em lugar de trazer descendência para seu irmão.
Portanto Onã, indisposto a cumprir esta obrigação, lançou sua semente fora. Este é um pecado muito maior do que o adultério ou o incesto, e provocou tal feroz ira em Deus que Ele o destruiu imediatamente.

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segunda-feira, 9 de agosto de 2010
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“Se você não consegue seguir as suas experiências até a Escritura, elas não são do Senhor; são do Diabo.”
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Martinho Lutero
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Apresentação do 'Prática da Piedade'

O testemunho da Escritura é de que a Piedade é proveitosa para todas as coisas, residindo nela a promessa da vida que é, e da vida que há de vir [cf. 1 Timóteo 4:7,8].

E o que é Piedade?
É a qualidade de uma determinada prática de vida relacionada a Santidade pessoal, contrária às paixões carnais e mundanismo [Tito 2:11-13; 2 Pedro 3:10-12]. A palavra no original Grego do Novo Testamento, traz consigo o significado de uma ordeira e boa resposta do coração em reverência ao Senhor Deus. Uma outra forma de definir Piedade é descrevê-la como uma atitude pessoal para com o Senhor Deus, na forma de uma vida cujo objetivo é honrá-lO e agradá-lO.

A Piedade é proveitosa para a vida agora, conduzindo-nos em Cristo para toda a paz para com Deus, que nEle se pode receber; regozijo no Senhor, em nosso espírito, com todo prazer e alegria em Deus, nosso bom Pai e Salvador; contentamento para com os atos da Providência do Senhor. A Piedade não nos conduzirá a prosperidade, boa reputação, amigos, saúde ou tranquilidade - nada disto é prometido para o Piedoso; mas, quão maior é a felicidade de sabermos que o Piedoso será ouvido pelo Senhor em suas orações, e terá alegria nEle desde agora e para sempre! Na Piedade há promessa e esperança, de Cristo, em quem se esconde a vida do Crente, de estar unido com Cristo agora e por toda eternidade.

Nas palavras de Thomas Watson, "Como a jóia está para o anel, assim a Piedade está para a alma, ornando-a aos olhos de Deus. A Razão nos faz humanos; a Piedade nos faz anjos sobre a Terra; pela Piedade nós 'tomamos parte da natureza Divina' [2 Pedro 1:4]. A Piedade é mui próxima da glória: é 'glória e virtude' [2 Pedro 1:3]. A Piedade é a Glória em forma de semente; e a Glória é a Piedade em flor."

Assim, cremos, está mais do que justificado nosso desejo e obra em dedicar este Blog a tudo o que for útil e exemplar para nos exortar e dirigir na Prática da Piedade. Oh, Senhor, ajuda-nos, sustenta-nos, guia-nos e frutifica este trabalho!

Teologia e Pregação Reformada Experimental

O que é Teologia e Pregação Reformada Experimental? Muitas vezes chamado de Calvinismo Experimental ou Calvinismo Experiencial, se refere a uma tal forma de religião, construída sobre a Escritura Somente, fundamentada em Cristo Jesus, na qual, buscando-se incessantemente a Glória de Deus em todas as coisas, se testa ou prova, se exercita no conhecimento prático de toda Doutrina Bíblica. Entendemos que há uma vital relação entre a Teologia Prática e a Piedade; como a Escritura diz, é desejável e há regozijo e benção no exercício do Conhecimento da Verdade que é segundo a Piedade [Tito 1:1].

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